O professor de História da articulista da Carta Capital mentiu pra ela

01/07/2014

domingo, 29 de junho de 2014

O professor de História da articulista da Carta Capital mentiu pra ela

Empregada do panfleto petista Carta Capital, Cynara Menezes ficou famosa na Internet por conta do blog, batizado com a alcunha de “Socialista Morena”, no qual expõe seus pensamentos sobre política e economia (ou, no caso, a ausência de algum). No ambiente virtual, ela concorre pari passu com Leonardo Sakamoto pelo troféu “Descompensação Mental Esquerdista do Ano”. A moça possui um talento ímpar para escrever sandices, aleivosias e toda sorte de mendacidades. Em seus textos, a verdade é torturada e as mentiras da esquerda alcançam níveis psiquiátricos de criatividade e cara-de-pau. Sempre que surge um texto dela na minha timeline, eu deixo de seguir a pessoa que o postou. Contudo, eventualmente, talvez conduzido por algum tipo de ímpeto masoquista, chego a clicar no link para saber sobre o que ela está mentindo. Invariavelmente, é tanta cavilação, que sou tomado de desanimo ante a ideia de refutá-la, dado que a crítica teria mais de dez vezes o volume do texto criticado. Assim, acabo sempre “deixando pra lá”. Desta feita porém, dado a fato de que ela conseguiu se superar no quesito enormidades por linha de texto, simplesmente tive que assumir o meu senso de dever. Dispus-me finalmente a matar esse “Javali de Erimanto”, somente pela recompensa de extrair e expor suas entranhas. O título da “coisa” é Como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini“. Sugiro que leiam o original tentando prestar atenção na forma sórdida com a qual ela usa uma mentira para imprimir veracidade à outra e, só em seguida, retornem aqui para acessar minhas considerações. Abaixo, os trechos de autoria da doida estão em vermelho, seguidos de minhas observações, em cinza.

Quem fornecia o pesticida Zyklon-B (cianeto de hidrogênio) colocado nas chamadas “câmaras de gás” utilizadas pelos nazistas para exterminar milhões de judeus? A empresa alemã IG Farben, antecessora da mesma Bayer que continua a fornecer inseticidas mundo afora.

A pergunta com a qual a “jornalista” abre o “artigo” é, claro, retórica. A resposta que ela fornece em seguida, à luz de alguém com uma inteligência mínima, não comprova absolutamente nada. Por que o fato de uma empresa (ou um grupo de empresas, que seja) ter fornecido o que quer que seja ao nazismo faria com que o nazismo fosse caracterizado como um regime de livre mercado? Acaso não é exatamente uma marca do livre mercado o choque de interesses e autonomia em relação a uma entidade que centraliza e articula as atuações das empresas? Não obstante, em que pese a pobreza do primeiro parágrafo (o qual, inclusive, sob o ponto de vista da redação está incompleto, uma vez que não fecha a ideia que pretende expressar), o pouco que foi dito é suficiente para acionar no público com o qual ela se comunica — adestrado em esquemas de “estímulo x reação” extremamente simplórios, baseados nos clichês propalados pela esquerda — toda uma miríade de inferências as quais serão tomadas pelos que as realizaram como verdades apriorísticas incontestáveis.

Contudo, se nos movermos para além do andrajo mental que é a marca da récua esquerdista, percebermos que o raciocínio que a “Socialista Morena” sugere está baseado sobretudo em um absoluto e catastrófico desconhecimento histórico. Vamos lá! Vamos desanuviar a confusão mental que a pena de aluguel dessa senhora espalha por aí: Em primeiro lugar, conforme já explicamos na página “Meu professor de História mentiu pra mim“, o cerne da ideologia do nazismo consiste em manter a propriedade privada dos meios de produção SOMENTE do ponto de vista formal, ao passo em que, na prática, realiza a estatização deles. Juridicamente, as empresas eram privadas, mas era o Führer quem decidia o que elas produziriam, de quem elas comprariam matéria prima, para quem venderiam seus produtos, quem elas contratariam como empregados, quem elas demitiriam, etc. O partido nazista tinha controle TOTAL sobre as empresas alemãs, portanto o que mais lhes sobraria além de produzir o que o Führer mandava?

A ignorância em torno do socialismo não resiste a cinco minutos de pesquisa no Google. A mais recorrente mentira que a direita tenta espalhar e que encontra receptividade em jovens sem leitura, desconhecedores da história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais, é que o sanguinário Adolf Hitler foi um socialista. Isto baseado na “genial” sacada de que o nome do partido dele era Partido Nacional Socialista. Certamente devem achar que a Coréia do Norte é democrática e popular, já que se chama República Democrática Popular da Coréia. Ou talvez o PSB brasileiro seja socialista, né?

Após investir apenas três linhas do texto para apresentar uma leitura de uma conjuntura que, conforme foi demonstrado acima, não significa absolutamente NADA, a “Socialista Maluca” dá continuidade, no segundo parágrafo, ao único objetivo que ela de fato alcançou sucesso: o da criação de uma verborragia completamente vazia de sentido: “A ignorância em torno do socialismo não resiste a cinco minutos de pesquisa no Google“. É pra rir? É muito fácil se arvorar refutar o FATO de que o NAZISMO É UMA IDEOLOGIA DE ESQUERDA e, após três linhas que somente mal e porcamente se assemelham ao enunciado de um arremedo de argumento, mandar as pessoas pesquisarem no Google. Basicamente ela está confessando a própria incompetência argumentativa, pois está dizendo “O nazismo é de direita. Quer uma prova? Procure por si mesmo no Google”. Ao fazê-lo, Cynara transforma o Google em uma entidade infalível detentora de toda a verdade.

Afora ela ter incorrido em uma falácia que Shopenhauer teria denominado de “Argumentum Ad Googlium“, deixemos de lado a inabilidade da moça para lidar minimante com a construção de um texto argumentativo (se ela fosse mais instruída, não seria socialista) e passemos para observar o cumprimento do que ela sugere: o fato é que a Internet é um livro de areia no qual cada um diz o que quer e, portanto, cada um acha também o que lhe convir. Assim, o mesmo Google que vai listar centenas de páginas afirmando que o nazismo era uma ideologia de direita também vai listar mais outra centena dizendo que era de esquerda. E não basta saber o que diz o maior número. A verdade não é e nunca foi questão de supremacia quantitativa. Os textos que afirmam que o nazismo é uma ideologia de esquerda o fazem refutando os argumentos usados para alegar que seja de direita. Portanto, a ÚNICA forma HONESTA de debater é provar a falsidade ou a impropriedade desses argumentos. Mas Cynara Menezes acredita, de toda sua alma, que basta que ela IGNORE os argumentos e — voilà! — eles desaparecerão! “Argumentum ad Ignotatium“.

Ela alega que quem afirma que o nazismo é de esquerda são “jovens sem leitura, desconhecedores da história (que ela — ato falho! — grafa com letra minúscula) e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais“, quando na verdade é ela que expõe a própria ignorância ao desconhecer as obras de autores como François Furet, Jean François Revel, Richard Overy, Joachim Fest, John Lukacs, Robert Gelatelly, Viktor Suvorov, John Toland, Yan Kershaw, Jonah Goldeberg, Alain Besançon, Friedrich A. Hayek  (ver, por exemplo, capítulo “As Raízes Socialistas do Nazismo“, no livro “O Caminho da Servidão“), entre tantos outros que afirmam o caráter revolucionário e de subversão social do nazismo. Somente a título de ilustração, Alain Besançon (autor do IMPRESCINDÍVEL “A Infelicidade do Século“) — que a visão de “longo alcance” da Socialista Morena enxerga como “jovem sem leitura, desconhecedor da História e que se contenta com meia dúzia de frases nas redes sociais” — é — na realidade do mundo factual concreto — diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris e sua propriedade para falar do Socialismo nasce do fato de que já foi militante comunista na época do stalinismo, tendo passado a adotar uma posição crítica à ideologia comunista quando percebeu as atrocidades que Stalin cometera. (Vejam o que ele nos diz sobre essas duas ideologias: “O comunismo é MAIS PERVERSO que o nazismo, porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra para difundir em toda terra o MAL. Cada experiência comunista é recomeçada na INOCÊNCIA.”).

Como poderia conhecer esses autores? A mulher não sabe nem os significados das palavras da língua na qual ela escreve. O termo “sacada”, no contexto em que ela o emprega, significa “uma ideia iluminadora”, “uma percepção que, a despeito de obvia, ainda não havia ocorrido a ninguém”. Afirmar que a palavra “nazismo” origina-se de uma corruptela em alemão para “Nacional Socialista” não é nenhuma “ideia iluminadora”, muito menos “uma percepção que ainda não havia ocorrido”, mas apenas enunciar o óbvio e arqui-sabido. Desconhecendo o significado das palavras que ela mesma escolhe para se comunicar, é natural que meça os outros com a régua que usa para si própria e chegue à conclusão de que todos são tão ignorantes e “sem leitura” quanto ela mesma. O fato é que tal informação sobre a origem etimológica da palavra “nazismo” está presente em qualquer enciclopédia, ou em qualquer livro que fale sobre o tema. Inclusive, verificar isso por si mesmo não exige nem mesmo o mais rudimentar conhecimento do alemão uma vez que as palavras que designam tal características são cognatas às suas relativas em Língua Portuguesa: NSDAP, a sigla da legenda, é o topônimo de Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei — NATIONAL SOZIALISTISCHE.

Ocorre que esse NÃO é o argumento que prova que o nazismo é de esquerda, mas apenas, como já foi dito, uma CONSTATAÇÃO DO ÓBVIO. Dizer que a direita se baseia apenas no nome do partido para afirmar que o nazismo era de esquerda não passa do expediente da chamada “Falácia do Espantalho” (já contamos o uso de três falácias em apenas um único parágrafo), ao mesmo tempo em que ela ela se nega a todo custo a lidar com os argumentos: 01) Ambos (nazismo e comunismo) possuem Estrutura social coletivista; 02) ambos promoveram a sectarização da população (por etnia, no nazismo; por classe, no comunismo); 03) ambos partem de uma mentalidade revolucionária (proposta de fazer tábula rasa do legado civilizacional, recriando não só a sociedade, mas o próprio ser humano: “o homem ariano”, no nazismo, e “o homem proletário”, no comunismo); 04) Ambos promovem o culto à figura do “grande líder”; e 05) Ambos promovem o controle Estatal dos Meios de produção.

O pior vem depois: “Certamente devem achar que a Coréia do Norte é democrática e popular, já que se chama República Democrática Popular da Coréia“. Não, Cynara! Não achamos que a Coreia do Norte seja democrática, porque estamos cientes de que se trata de uma nação socialista e, conforme SEMPRE aconteceu em TODAS as experiências de socialismo (SEM NEM UM ÚNICO EXEMPLO QUE FUJA À REGRA), ela só pode ser TOTALITÁRIA. Além disso, também estamos cientes que a mentira e a enganação são patognomônicas do socialismo, de modo que — claro! — se trata de um caso de uso demagógico de uma palavra para falsear a realidade — aliás, conforme você própria, na qualidade de SOCIALISTA morena, está fazendo nesse momento. A cereja do sorvete ela guardou para o final: “Ou talvez o PSB brasileiro seja socialista, né?” (!!!) Haja mau caratismo! Haja perfídia! Haja falsidade! Ela quer se utilizar de uma pilhéria para fazer entender ser ironia um enunciado que só verdadeiro em seu sentido literal. É claro que o PSB é socialista!

Vamos iluminar a ignorância — ou ausência de escrúpulos? — da Socialista Morena. “PSB” é a sigla que por extenso significa “Partido SOCIALISTA Brasileiro”. Como não basta ter “Socialista” no nome para ser de fato socialista, vamos a uma breve recapitulação histórica para termos a dimensão do tamanho da jumentice de Cynara Menezes:

O PSB foi fundado por Miguel Arraes, que — na qualidade de governador do Estado de Pernambuco, por este partido — foi um dos principais fomentadores das chamadas “Ligas Camponesas”, movimento criado por COMUNISTAS para espalhar a luta de classes no campo, uma espécie de Proto-MST. (As “Ligas Camponesas” foram fundadas em 1945 pelo PCB, Partido COMUNISTA Brasileiro, e comandadas na época por Gregório Lourenço Bezerra, mas foram abafadas pela ação de Getúlio Vargas. Em 1954, elas ressurgiram no estado de Pernambuco, dessa vez comandadas por Francisco Julião, um dos deputados que tiveram o mandato cassado durante a Contra Revolução de 1964, além de ser aliado de Leonel Brizola. Como se não bastasse, Francisco Julião foi o responsável por importar de Cuba para o Brasil a primeira ação de guerrilha de que se tem notícia: Em 1961, ele foi para Cuba e, ao retornar, passou a empenhar seus esforços para reerguer as Ligas Camponesas. Em 1963 houve uma missão do exército brasileiro que dissolveu a ação desses vândalos no estado de Goiás, no local em que eles se instalavam, foram encontrados pelos militares brasileiros armas do exército cubano, mapas impressos em Cuba e, inclusive a bandeira cubana (!!!). Para validar o que eu afirmo aqui, não preciso recorrer ao livro “A Verdade Sufocada”, do Coronel Ustra, pois o fato está amplamente documentado na obra de Denise Rollemberg, de título “O Apoio de Cuba a Luta Armada no Brasil“). Em 1962, Miguel Arraes foi eleito governador de Pernambuco e utilizou seu mandato para fomentar a ação das “Ligas Camponesas”. Apoiado pelo governador do estado onde agiam e financiado com dinheiro vindo de Cuba, o movimento ultrapassou as fronteiras de Pernambuco e chegou a Paraíba, Goiás e até ao Rio de Janeiro. Aliás, o apoio e fomento às Ligas Camponesas são apenas uma ação no vasto currículo político de Arraes, cuja profissão de fé era justamente transformar o Brasil em um satélite da União Soviética. Arraes era avô e foi o mentor da carreira política do atual candidato à presidente pelo PSB, Eduardo Campos. Campos entrou definitivamente na política, alçado à posição de Secretário Estadual da Fazenda, do alto dos seus 28 aninhos, em 1994, quando seu avô Miguel Arraes mais uma vez se elegeu governador de Pernambuco. No governo de Luis i-Néscio, Campos foi nomeado Ministro da Ciência e Tecnologia (diga-se de passagem, com a formação resumida a um mero bacharelado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco e, portanto, sem nenhum atributo diretamente ligado à função). Ao entrar no Mistério, prometeu a criação de um submarino nuclear e de um satélite brasileiro que seria lançado da Base de Alcântara. Nada disso foi feito. A base explodiu e o do submarino não se tem mais notícia. O verdadeiro legado dele é que Brasil abandonou décadas de parcerias tecnológicas com os Estados Unidos e a Europa e passou a se alinhar com russos, chineses e iranianos, em resumo, ele foi o responsável pelo atual posicionamento geopolítico do Brasil, direcionado para a extrema-esquerda mundial. Não precisa de mais, não é verdade? Mas tem: o Manifesto de Fundação do PSB, documento que norteia as ações do partido, afirma abertamente (já que este documento é de consulta pública para qualquer interessado) que o partido tem como objetivo a “socialização dos meios de produção” e colocar “limites à propriedade privada”.  Por conta do crescente contingente de internautas que denunciam a meta comunista do petê, o coordenador de comunicação da pré-campanha de Eduardo Campos, Alon Feuerwerker, está tentando suprimir os trechos do documento com tais passagens, como se retirar uma ou duas frases de um texto escrito fosse suficiente para alterar a trajetória política de décadas de História. Fiz questão de trazer a trajetória do PSB somente porque sei que a grande mídia se esmera em ocultá-la. Mas todo esse parágrafo poderia ser resumido na frase: “O PSB é signatário do Foro de São Paulo”. Ou precisa dizer mais?
Se tudo isso que foi dito acima não faz o PSB se configurar como um partido SOCIALISTA… Sou obrigado a concluir que ou eu ou a Socialista Morena não sabe o significado da palavra SOCIALISMO. Prestem atenção no grau de canalhice dessa senhora. Prossigamos no escrutínio do “artigo” da moça:

Vários esquerdistas na rede perderam algum tempo desmentindo a idiotice. Os melhores links, em minha opinião, estão no artigo Detonando a Mentira de que os Nazistas eram de Esquerda (em inglês), onde o blogueiro e tuiteiro Shoq escancara o total nonsense desta história. Mas o cineasta independente grego Aris Chatzistenaou foi além e praticamente desenhou para quem se recusa a pesquisar ou pelo menos usar a lógica. A ascensão do nazismo de Adolf Hitler na Alemanha e do fascismo de Benito Mussolini na Itália durante os anos 1920, 1930 e 1940 só foi possível com a colaboração e o suporte financeiro de grandes corporações ainda hoje poderosas: BMW, Fiat, IG Farben (Bayer), Volkswagen, Siemens, IBM, Chase Bank, Allianz… Sem contar, é claro, com os grupos de mídia.

Para a Socialista Morena, argumentar, contra-argumentar e refutar argumentos são PERDA DE TEMPO. Claro! Como ela sabe que a esquerda possui a hegemonia cultural, debater com a direita, ainda que seja para tentar neutralizar as refutações das mentiras da esquerda, já é conceder voz ao inimigo. Para que correr o risco de ser pego com a boca na botija, se ela pode continuar a produzir textos completamente vazios de sentido, enquanto colhe os louros da situação de integrar a turma que recebe as verbas públicas? Atentem para o detalhe de que o texto avança, ela até alega que outros o fizeram, mas argumentar, ela mesma, ela se mostra completamente INCAPAZ. Ademais, nesse caso específico, não basta argumentar para provar que o nazismo era de direita. Esse é a tese que é amplamente disseminada na opinião pública. Os argumentos foram postos contra ela, provando que é “de esquerda”. Assim, a essa altura do debate faz-se necessário calar-se ou REFUTAR os argumentos que foram apresentados. Mas o que ela faz? Ela reapresenta as alegações iniciais, as quais todos já conheciam antes dos refutadores da tese argumentarem, demonstra a mais profunda ignorância dos argumentos que negam o consenso, convencida do fundo do coração que basta repetir o que todo mundo já sabe e ignorar o que só uma minoria sabe para poder sair cantando vitória. Simples assim! Todas as POUCAS alegações que ela fez até agora já foram refutadas. Ela só as reapresenta, como se fosse uma discussão infantil na qual o último menino que diz “feio é você” é alçado ao triunfo por ter vencido o outro pelo cansaço.
De fato, os regimes fascista e nazista, pelo menos no início, receberam apoio das empresas citadas, bem como de uma parcela considerável da chamada “burguesia”. O ponto é que, sem olharmos para o contexto histórico, tal informação não tem absolutamente nenhum valor. Toda a Europa estava aturdida com o fortalecimento da ameaça comunista, os relatos da fome e da miséria que a revolução bolchevique estava espalhando na União Soviética faziam-se ouvir em todo o continente, disseminando, de um lado, o medo de possíveis investidas militares vindas de Moscou e, do outro, a necessidade de se criar alguma ferramenta para impedir que os sindicatos de cada país germinassem uma revolução bolchevique análoga à que aconteceu na Rússia. Em relação ao fascismo, essa tese é afirmada por um historiador especialista nessa ideologia e que alcançou notável sucesso e respeito entre os círculos de ESQUERDA, o inglês Denis Mack Smith: “O fascismo estava fazendo sucesso NÃO por causa de sua ideologia, mas devido às suas expedições punitivas que intimidavam a oposição socialista” (“Mussolini”, Paladin, 1983).
Na época, ficaram evidentes os limites dos regimes políticos baseados em democracias liberais, sobretudo no que diz respeito à sua capacidade de proteger a população em caso de uma guerra que, àquela altura, parecia a única alternativa às ambições imperialistas da URSS: “Era a esses [aos ricos] que Mussolini fazia apelo quando anunciava que o capitalismo poderia melhor florescer se a Itália abandonasse a democracia [liberal] e aceitasse uma ditadura como necessária para esmagar o socialismo e tornar o governo eficaz” (idem). É claro que regimes totalitários baseados na concentração de poder nas mãos do Estado necessariamente dão à nação a qual governam um desenvolvimento militarista incomparável. O ditador não precisa lidar com a opinião pública e, ao mesmo tempo, pode dispor da quantidade de verbas que bem entender para fortalecer suas forças armadas e investir na indústria bélica. Enquanto representantes políticos de nações democráticas se entregam a acalorados debates buscando convencer um ao outro da necessidade de seguir por este ou aquele caminho, a nação totalitária conduzida pela mão de ferro de um ditador passa por cima e esmaga as democracias. Dessa forma, o surgimento do totalitarismo no seio de uma nação leva seus vizinhos a também se tornarem regimes totalitários, para poderem se defender de possíveis investidas. Tal situação foi descrita na obra “O Poder“, de Bertrand de Jouvenel, da qual Cynara jamais ouviu falar
Aliás, se a Socialista Morena tivesse ainda que o mais parco e mísero conhecimento de História, saberia que a palavra “ditadura” vem do latim “dictatura“, que era a forma como os romanos chamavam os regimes de exceção em que o poder era concentrado nas mãos de um único governante, com o objetivo de enfrentar uma ameaça externa. Desse modo, os regimes totalitários nazista e fascista receberam apoio porque eram vistos como a ÚNICA forma de impedir o avanço do imperialismo bolchevique e/ou a eclosão, no corpo social, de movimentos revolucionários marxistas, que facilitariam as pretensões expansionistas moscovitas. Inferir daí que ser contra a dominação da União Soviética é ser “de direita” (partidário do liberalismo econômico e engajado em conservar o legado civilizacional) é uma conclusão que só pode ocorrer em cérebros em estado terminal de necrose. É o mesmo que diante de duas quadrilhas brigando pelo controle do tráfico de drogas do Complexo do Alemão chegar-se à brilhante conclusão de que uma delas é a polícia.

Estando clara a explicação que vai acima, há ainda que lembrar o que foi dito no início do texto: a despeito do nazismo ter mantido a propriedade privada nominal das empresas alemãs, era o Führer que mandava nelas e quem não o obedecesse era preso e tratado como inimigo do povo alemão. Assim como os próprios judeus, muitos industriais e capitalistas genuinamente germânicos foram obrigados a FUGIR da Alemanha quando a loucura coletiva com o nome de nazismo começou a se espalhar pelo país (Em muitos casos, Hitler mandava o serviço secreto alemão caçar essas pessoas e trazê-las de volta ao país para tê-los como escravos, que colaborariam com o regime emprestando suas habilidades de forma compulsória). Esses “capitalistas” que fugiram por se negarem a obedecer e oferecer préstimos ao nazismo não contam como prova da incompatibilidade e da aversão da burguesia alemã ao nazismo? Por que essa informação não entra nos livros de história do méqui, a única fonte de informação que Cynara leu? Se é que ao menos os leu…

Notem também que a lista de empresas que Cynara fornece como prova (?!?) de que o nazismo era de direita (?!!!!!?) é composta de várias empresas alemãs (todas, a essa altura, obrigadas pelo detentor do monopólio do uso da violência para fins de coerção, o Estado alemão, a OBEDECEREM ao nazismo), mas entre elas aparecem duas não alemãs: a IBM, que é americana e a Fiat, que é italiana. A IBM de fato ofereceu equipamentos, as chamadas máquinas Hollerith, que eram os “computadores” da época. Acontece que a IBM é uma empresa americana e, portanto, o governo nazista era para a IBM um cliente como outro qualquer. Ao contrário do que foi alegado por Cynara, não houve nenhum apoio político, mas a IBM apenas forneceu para os nazistas os equipamentos que ela produzia. A acusação da Socialista Morena equivaleria a um juiz que condenasse um dono de um restaurante por ter fornecido um prato de refeição a um sujeito que após comê-lo tivesse praticado um crime, alegando que dessa forma o dono do restaurante teria se tornado cúmplice do crime praticado. É uma acusação completamente disparatada, bem ao estilo do desespero da esquerda em disseminar o ódio a empresas e ao livre mercado.

Já em relação à Fiat, fiz uma pesquisa na Internet sobre o alegado apoio da Fiat com o nazismo. Nada encontrei. Também nunca vi nenhuma referência em nenhum dos livros nos quais estudei. Trata-se de uma alegação muito estranha porque quase que concomitantemente ao nazismo, a Itália, país de origem da Fiat, estava sofrendo o flagelo do fascismo. Ao contrário do nazismo, o fascismo não era tão ameaçador para os capitalistas. Embora também fosse um inimigo do livre mercado e, assim, do capitalismo, o regime fascista (tal qual o petê faz hoje no Brasil) beneficiava os empresários que tinham ligação com o partido, no modelo chamado “Capitalismo de Estado”. Assim, não é que a Fiat tenha apoiado o fascismo, mas exatamente o contrário. Foi graças ao fascismo que a Fiat se transformou em um mega grupo. Isso aconteceu porque o governo dava vantagens a essa empresa, o que criava uma situação de concorrência desleal, o que é exatamente o CONTRÁRIO do livre mercado e do capitalismo. Isso prova mais uma vez que o fato de DETERMINADAS empresas capitalistas apoiarem um regime NÃO significa que o CAPITALISMO apoiou esse regime, mas exatamente o contrário.

O que Cynara Menezes esquece de fazer referência no texto dela é o fato de que o dinheiro e a ajuda de capitalistas, sobretudo os americanos, foi muito mais decisivo para a União Soviética comunista do que para a Alemanha nazista, conforme pode ser conferido no livro “Wall Street and the Bolshevik Revolution: The Remarkable True Story of the American Capitalists Who Financed the Russian Communists” (Wall Street e a Revolução Bolchevique: A Memorável História Verdadeira dos Capitalistas Americanos que Financiaram Comunistas Russos), de Anthony C. Sutton, mais um livro do qual a ignara demonstra completo desconhecimento (isso porque sou eu quem faço parte do grupo de “jovens sem leitura, desconhecedores da (sic) história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais” e ela o poço de leitura, cultura e erudição).

Aliás, aqui se faz necessário uma nota importante: Não só Wall Street financiou a Revolução Bolchevique desde 1917, conforme atesta a obra de Sutton supramencionada, como também foi a ajuda americana que permitiu a sobrevivência do regime comunista quando os americanos mandaram milhares de toneladas de alimentos para aplacar a fome do povo russo e estancar a mortandade causada pela aventura de coletivização da agricultura. O modelo comunista de agricultura gerou um total desastre no que diz respeito à produção de alimentos (A mitomania da esquerda se esforça por fazer acreditar que a grande fome à qual foi submetida o povo russo foi fruto de causas “naturais” e não do modelo comunista. Tal lorota já foi desmentida pelo historiador Richard Edgar Pipes, nascido na Polônia e considerado o maior especialista do mundo em História da Rússia, em suas obras “A Rússia sob o antigo regime”, de 1974; “A Revolução Russa”, de 1990; e “A Rússia sob o regime bolchevique”, de 1994). Quando a coletivização das Industrias levou a economia Russa ao colapso e Lênin foi obrigado a decretar a NEP (Nova Política Econômica), mais uma vez foi o dinheiro de capitalistas americanos que salvarou o regime comunista. Por fim, em que pese o fato de a esquerda (sobretudo a brasileira que, dada a aversão pela leitura, costuma ser dotada de uma ignorância natural que reforça a vocação esquerdista para mentir e acreditar nas próprias mentiras) gostar de se jactare de que teria sido o exército de Stalin quem derrotou Hitler, no mundo real a verdade é que quando Hitler decidiu romper chamado Pacto Ribbentrop Molotov e invadir a Rússia, Stalin estava completamente enfraquecido militarmente, porque ele próprio, com medo de um golpe de estado, havia destruído o exército russo. Stalin mandara assassinar mais de 300 mil oficiais do chamado “Exército Vermelho”, que àquela altura se encontrava em frangalhos. Mais uma vez foi o dinheiro de capitalistas americanos que permitiu a Stalin fortalecer às pressas o exército russo, para que ele pudesse reagir a e, eventualmente, derrotar Hitler (um problema que o próprio Stalin havia criado). Em suma, durante diversos episódios da História do comunismo, sem a ajuda do capitalismo liberal e sem ajuda de capitalistas americanos nesses momentos de fragilidade, o próprio povo russo teria se revoltado, derrubado o regime e o comunismo estaria hoje em seu devido lugar: a lata de lixo da História. Não teria existiu Guerra Fria, os irmãos Castro não teriam de quem comprar petróleo abaixo do preço e vender cana-de-açúcar acima do preço, a América Latina não estaria assolada pelo flagelo do bolivarianismo, Antonio Gramsci seria um mero louco desconhecido, os bandoleiros que hoje integram o petê não teriam para o povo brasileiro a menor relevância, o Brasil seria uma nação livre e próspera. Maldito povo americano!

Feitas as considerações acima, seguindo a linha de raciocínio montada pela Socialista Morena para provar que o nazismo era “de direita” porque foi apoiado por algumas empresas capitalistas, seriamos obrigados a inferir que o próprio comunismo também era de direita. Obiter dictum, nunca teria existido absolutamente nada que tenha sido legitimamente de esquerda. Toda vez que um representante do movimento revolucionário (alguma ideologia de esquerda) alcançar sucesso em estabelecer suas ambições de poder totalitário e, por conseguinte, acontecerem os assassinatos em massa típicos dessas circunstâncias, basta alegar que esse regime nunca foi de esquerda, mas apenas se trata de mais um exemplo da ação da “extrema-direita” (se for o caso, elencar a expressão com os adjetivos “neoliberal”, “hidrófoba”, etc., para realçar o efeito pirotécnico da acusação). Se Cynara não chegou a fazer tal afirmação foi porque ela sabe que se publicar um texto com mais de uma lauda em seu blog, atingirá no máximo a meia dezena de leitores (é exatamente a aversão à leitura que leva uma pessoa a ser levada pelo fluxo da cultura dominante se tornar um esquerdista). Em verdade, seu chefe — o dono do lupanário que os petistas chamam de revista Carta Capital, da qual Cynara é mepregada — Mino Carta já incorreu nesse despautério. Esse mentecapto, desesperado para se livrar do sangue nas próprias mãos, não demonstrou nenhum pudor em gravar um vídeo o qual registra para posteridade ele afirmando que Stalin era de direita!

O filme Fascismo Inc. é o terceiro feito por Chatzistenaou para mostrar as origens da crise econômica na Europa e na Grécia em particular. São imperdíveis também os primeiros da série: Dividocracia e Catastroika, que denunciam a bolha imobiliária e depois a “ajuda” do FMI (Fundo Monetário Internacional), fiel à sua velha cartilha de socorrer os ricos em detrimento dos pobres. Em Fascismo Inc., o cineasta esmiúça a estreita colaboração de industriais e banqueiros com os nazistas para perseguir e destruir o sindicalismo e os socialistas, a quem chamavam de “terroristas” (qualquer coincidência com o Brasil de hoje será mera semelhança). Detalhe: Hitler extinguiu o Partido Comunista alemão um dia depois de tomar posse.

Se alguém abrir um saco de macarrão para sopa, desses em que a massa é moldada em formato de letras, e despejá-lo aleatoriamente em cima de uma mesa, corre o risco de produzir um texto mais inteligente, mais argumentativo, mais coeso e mais bem escrito do que as caraminholas produzidas pela Socialista Morena. Aqueles que não tenham o hábito da leitura, certamente não perceberão de pronto, mas basta comparar a qualidade da fibra produzida pelo encadeamento de ideias no texto original (eu disse ideias?) e a produzida por cá, por este escriba que critica o texto original e será fácil entender ao que me refiro. A Socialista Morena colocou como título “Como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini” o que nos leva (nós, “liberais fascistas” — para usar um adjetivo-oximoro cunhado por Breno Altman, outro luminar da corja esquerdista — que, por definição, somos “escravos da lógica” e do “conteúdo semântico das palavras”) a imaginar erroneamente que ela vai argumentar e/ou explicar sobre “como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini”. Para nossa surpresa ela não apenas se nega absolutamente a cumprir o que prometera, como também, lá pelas tantas, começa a, ex nihilo, comentar a filmografia de um tal documentarista de nome Chatzistefanou. Somos informados que um dos filmes desse diretor, “Fascismo Inc.”, aborda a relação entre “industriais e banqueiros com nazistas“, mais uma vez incorrendo na promessa de que se procure fora do texto dela aquilo que o título prometia que estaria lá. A essa atura o texto já virou o samba do crioulo-doi… perdão! Eu quis dizer a “expressão cultural rítmica popular do afrodescendente com distúrbio de déficit cognitivo comportamental”… O ponto é que ninguém mais sabe onde a Socialista Morena pretende chegar. Ela também não sabe.
O fato reportado pelo cineasta (a tal relação entre industriais e nazistas) ao qual ela se refere é só a reafirmação do que foi dito no início do texto (ou seja, uma “re-reafirmação” do que qualquer pessoa com o primeiro grau completo foi obrigada a ouvir seus professores repetirem por pelo menos quatro anos): “a burguesia apoiou o nazifascismo”. E, portanto, não serve de argumento pelo motivo que já foi exposto acima: a burguesia apoiou o fascismo dentro de um contexto histórico quando havia a contingencia de escolher entre ele OU ser esmagado por Moscou, conforme endossa o historiador Denis Mack Smith (precisa perguntar se Cynara já leu, ou ao menos já ouviu falar dele?). Contudo, nesse parágrafo há um imbróglio a ser destrinchado, que causa confusão na cabeça de muita gente. No momento em que ela diz “industriais e banqueiros colaboraram com os nazistas para perseguir de destruir o sindicalismo e os socialistas” e também  própria passagem de Denis Mack Smith em que ele diz “O fascismo estava fazendo sucesso NÃO por causa de sua ideologia, mas devido às suas expedições punitivas que intimidavam a oposição socialista” pode levar um inadvertido a imaginar que: SE há uma oposição entre “fascismo” e “socialismo” E SE o “socialismo” é de esquerda, ENTÃO o nazismo e o fascismo seriam de direita.
Este ponto é muito importante. Prestem muita atenção! É a própria esquerda quem faz questão de propalar que ser “socialista” não é, necessariamente, ser “marxista” ou “comunista” (o próprio Mino Carta, muso da Socialista Morena, é um dos que afirmam isso, no mesmo vídeo em que ele ensandecidamente alega que Stalin é de direita). Eles gostam de repetir isto bem alto, para descolar a reputação do “socialismo” das imagens evocadas pelo pronunciamento dos nomes de Stalin, Mao Tsé-tung, Enver Hoxha, Nicolae Ceaușescu, János Kádár, Pol-Pot, Hồ Chí Minh, Walter Ulbricht, Kim il-Sung, Robert Mugabe, Slobodan Milošević, Walter Ulbricht, Josip Tito, Wojciech Jaruzelski, Leonid Brezhnev et caterva. O fato é que durante o século XIX, as esquerdas debatiam vários tipos de socialismo, sendo o marxismo apenas UM entre muitos. É verdade histórica reportada em qualquer livro sério sobre essas ideologias que a maioria dos integrantes do partido nazista e do partido fascista (incluído aí o próprio Mussolini) eram egressos dos partidos comunistas de seus respectivos países. Mas enquanto ideologias próprias, tanto o nazismo como o fascismo são herdeiros de modelos de socialismos que tinham completa independência em relação ao pensamento de Karl Marx.
Enquanto o socialismo de origem marxista se baseava na luta de classes e pregava a promessa de que algum dia se alcançaria a estatização de todos os meios de produção, o socialismo nazista pregava a cooperação entre as classes e sabia que a estatização total dos meios de produção era impossível (conforme seria demonstrado, mais tarde, por economistas como Ludwig von Mises e o próprio Freiderich Hayek). Assim eles aceitavam que os meios de produção fossem “parcialmente estatizados”, mantendo a propriedade nominal ao mesmo tempo em que a própria natureza do regime garantia que seus donos não pudessem dispor deles segundo suas vontades, mas apenas dispor deles segundo a vontade do Estado. Ora! “Dispor segundo a vontade do dono” é, nada mais nada menos, do que a definição de PROPRIEDADE PRIVADA. Se o dono o possui, mas não pode dispor daquilo que possui, ele não possui de fato. A “propriedade privada” está para a “propriedade privada no nazifascismo”, assim como a “democracia” está para a “democracia na República Democrática Popular da Coreia do Norte”. Para qualquer pessoa capaz de realizar uma única sinapse fica evidente que — SIM!  o nazismo é um regime completamente antiliberal e de caráter revolucionário, sendo, portanto, um LEGÍTIMO EXEMPLAR DA ESQUERDA POLÍTICA.
No que diz respeito ao fascismo, em que pese o fato de Mussolini ter respeitado um pouco mais a ideia de a propriedade privada, que é a base da democracia liberal, ainda assim se tratava de um cenário que é tão distinto do livre mercado (do capitalismo) quanto um orango tango é distinto de um ser humano. O fascismo pregava a regulação econômica pelo estado de todas as formas. Para quem não sabe, a CLT introduzida no Brasil por Getúlio Vargas foi inspirada na Carta Del Lavoro, de Mussolini. O lema do fascismo era “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. O fascismo é o sistema de governo/modelo econômico que: Exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem; Torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade; Carteliza o setor privado; e planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas; tal arranjo NECESSARIAMENTE desemboca na supressão de direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos. O fascismo é um entrave ao livre mercado (capitalismo), impõe um estado tão enorme, pesado e violento que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos.
O fascismo representava uma ameaça aos socialistas exatamente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas.  Foi por isso que os socialistas abandonaram seu partido original e migraram para o recém criado partido fascista. Ocorre que embora distingam-se quanto aos meios, ambos, tanto o fascismo quanto o socialismo marxista são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, e, por conseguinte uma ditadura política. Tal qual o nazismo, o fascismo evita a luta de classes que é o cerne da ideologia marxista (socialismo comunista), através de leis e regulamentações cada vez mais rígidas, o Estado fascista rege a relação entre os industriais cartelizados de um lado e os trabalhadores igualmente cartelizados do outro (o que é um sindicato senão um cartel?) e, com isso, cria uma conjuntura que se assemelha muito mais ao modelo econômico e político construído por Stalin do que aquele pelo qual lutava Margaret Thatcher. Em se tratando de uma ideologia, uma proposta de recriar a sociedade, cerceando a liberdade e os direitos individuais, dando ao Estado o direito de exercer poder sem limites na economia, o fascismo, tal qual o nazismo e o comunismo, também pode ser listado como legítimo representante da esquerda política, sendo cada uma dessas três ideologias formas diferentes de socialismo com vistas se alcançar um controle total do Estado sobre a sociedade.
Uma vez explicados os pormenores da situação, fica fácil entender que o enunciado “industriais e banqueiros colaboraram com os nazistas para perseguir de destruir o sindicalismo e os socialistas” é verdadeiro se, E SOMENTE SE, a palavra “socialistas” se referir a “socialistas de linhagem marxista”, que eram os que pregavam as ideias enfermiças de Marx e semeavam a discórdia entre as classes através do aparato sindical. Como o fascismo não deixe de, na prática, ser uma das formas possíveis de socialismo, se o objetivo fosse EVITAR e não INDUZIR à confusão, poderíamos reescrever a passagem assim: “industriais e banqueiros colaboraram com os nazistas para perseguir de destruir o sindicalismo e os MARXISTAS (ou COMUNISTAS)“; conforme já foi explicado, os nazistas também eram SOCIALISTAS, de linhagem não marxista. Claro que, conforme já foi dito, Cynara não precisa explicar, nem argumentar (é tudo perda de tempo!) para ela basta repetir os clichês, os cacoetes mentais e as imprecisões que foram popularizadas pelo méqui. Dado o baixo nível de instrução e a imensa aversão pela leitura que reinam no Brasil, isso lhe basta para lhe permitir cantar vitória. A última frase “Hitler extinguiu o Partido Comunista Alemão um dia depois de tomar posse” exemplifica exatamente o que foi explicado acima: o “Nacional Socialismo” (Nazismo) e o “Marxismo” eram dois tipos de SOCIALISMO que competiam entre si pela hegemonia na Europa. O fato do Nacional Socialismo se opor ao Socialismo Internacional NÃO faz dele um regime de direita, assim como o fato de os integrantes de uma quadrilha perseguirem e matarem seus rivais NÃO faz deles policiais (e o fato do candidato do PSB concorrer pela presidência da república com o candidato do petê também não faz o PSB um partido de direita — salvo no cérebro necrosado de Cynara). As palavras do próprio Hitler ilustram o contexto da situação: “Marx deturpou o VERDADEIRO socialismo”. Cada uma dessas três formas de socialismo clavam para si o caráter de “O VERDADEIRO SOCIALISMO”, se o socialismo marxista (comunismo) conseguiu usurpar dos seus irmãos esse epíteto, tal ocorrido se deve tão somente ao fato de o fascismo e o nazismo terem sido derrotados na Segunda Guerra Mundial, ao passo em que o socialismo marxista sobreviveu, causou a Guerra Fria, e ainda hoje, após a dissolução da União Soviética, continua a  preencher as fantasias de volúpia de pseudo intelectuais ao redor do mundo, mas com sucesso ímpar nas regiões atrasadas, como determinados países do continente latino americano.

O documentário relata inclusive como a perseguição aos judeus não foi apenas uma questão racial, mas também tinha interesses econômicos. Como os judeus integravam uma poderosa classe média na Alemanha de então, os nazis se utilizaram do racismo para fazê-los bode expiatório da crise, acusando-os de “roubar os empregos” dos alemães – não por acaso, o mesmo discurso que a direita utiliza atualmente em relação aos imigrantes na Europa. O fascismo de Benito Mussolini não foi, ao contrário do que os ditadores pregavam, um movimento de massas: o rei Emanuel III entregou o poder a Mussolini porque era o que queriam as indústrias do Norte da Itália. Para confrontar as massas de esquerda, era preciso criar um movimento de massas de direita. Que melhores líderes para isso do que o psico Adolf e o fanfarrão Benito?

O documentário relata inclusive como a perseguição aos judeus não foi apenas uma questão racial, mas também tinha interesses econômicos.” De tudo que a Socialista Morena redigiu, essa passagem é a ÚNICA verdadeira. Só não se consegue entender o que a levou a afirmar isso, já que tal colocação conta pontos contra a tese que ela defende. De fato, os judeus eram uma parte importante da burguesia alemã, eles eram considerados a elite que deveria ser aniquilada para o estabelecimento de uma sociedade SEM APROVEITADORES, cuja riqueza e bem aventurança eram fruto da EXPLORAÇÃO do POVO alemão, através do LUCRO VIL. Percebam que a ÚNICA diferença do nazismo é o fato de que, no contexto da Alemanha, havia um caráter étnico para ser usado como estopim para o processo. Não obstante, o processo em si (que consiste na pregação da inveja, do ressentimento, do ódio e a responsabilização dos bem-sucedidos pelas mazelas que acometem o “povo”) é o MESMÍSSIMO que vem sendo usado desde a Revolução Bolchevique até o hoje, por exemplo, no bolivarianismo que se espalha na América Latina e que atribui “azelite” a culpa pelo fracasso de um modelo atrasado baseado no estatismo. Acontece que a correspondência com os fatos no texto de uma mentirosa contumaz (ou ignorante completa, cada um que faça seu diagnóstico) necessariamente não poderia passar de um mero lapso, logo em seguida ela volta para as táticas de embromação que ela usa tão bem:
Não por acaso, o mesmo discurso que a direita utiliza atualmente em relação aos imigrantes na Europa“. Esse é outro ponto que precisa de paciência para ser dissecado. Vamos recapitular, o nazismo era um tipo de socialismo que se distinguia do socialismo marxista porque:

01) defendia a concórdia e a cooperação entre as classes, no lugar da “luta de classes” pregada pelo marxismo.

02) não prometia a estatização total dos meios de produção, mas permitia uma propriedade privada “pró-forma” (aspecto que, na prática, não distinguia muito do socialismo bolchevique, porque NENHUM país em que tenha sido implantado o regime marxista chegou à estatização de TODOS os meios de produção, até porque isso é uma impossibilidade técnica. Mesmo na União Soviética, o Partido Comunista era obrigado a fazer vista grossa para determinadas propriedades que continuavam privadas ou, mais que isso, “privatizar” determinados meios de produção entregando-os para serem geridos por determinado membro proeminente do PC, caso isso não fosse feito toda a economia entraria em colapso. Portanto, o comunismo prometia e não cumpria a estatização de total dos meios de produção, ao passo que o nazismo nem mesmo chegava a prometer, pois sabia que era um objetivo inalcançável) e, por fim

A essa lista acrescentaremos agora mais uma distinção:

03) O socialismo marxista era um movimento que se pretendia supranacional. Havia, naquela época, um conjunto de vários movimentos comunistas (remanentes da extinção, em 1876, da “AIT”, Associação Internacional dos Trabalhadores, que era integrada por organizações operárias de diversos países europeus e tinha como mentor e principal líder o próprio demônio em pessoa, Karl Marx) que compunham a chamada “Internacional Comunista” (da qual se destacou a “Terceira Internacional”, também chamada de “Comintern“. Dela havia participado ninguém menos do que — vejam só quanta coincidência! — … o ilustre Mussolini! Por que será que essa parte da História a Socialista Morena omitiu? Dou um doce para quem descobrir). Esses grupos espalhavam no seio de cada país Europeu a ideia de que o proletariado desses países deveria se revoltar conta o que eles chamavam de “Estado Burguês” (o Estado Democrático de Direito) e se alinhar com a Revolução Bolchevique — portanto, com Moscou. Era precisamente contra a submissão a uma potência estrangeira que se levantaram tanto o nazismo quanto o fascismo.

Assim, por conta disso, tanto o nazismo quanto o fascismo, pregavam ideias nacionalistas, assim, contrárias ao socialismo internacionalista que reunia o proletariado do mundo todo sob a mão de ferro da Nomenklatura moscovita — socialismo do “povo alemão para o povo alemão” (“do povo italiano para o povo italiano”, no caso do fascismo). Essa característica nacionalista é um dos pouquíssimos atributos que poderiam ser considerados “de direita” no nazismo e no fascismo, contrariamente a todo um histórico, toda uma mentalidade e toda uma agenda de esquerda. Como todo o movimento comunista mundial de certa forma é herdeiro direto da Internacional Comunista, e como o comunismo é o norte ideológico das formas de socialismo contemporâneas (mesmo para as que são nacionalistas, como o bolivarianismo chávez-madurista), é comum que a esquerda pregue o internacionalismo que, no limite, aponta para a dissolução dos Estados Nação. Ao analisarmos a estratégia da esquerda precisamos ter em mente que eles não possuem o menor apreço pela coerência, até mesmo porque na visão deles a “LÓGICA” (oriunda da filosofia grega), sob ordem de Antonio Gramsci, é exatamente um dos entraves a serem combatidos pelos revolucionários (a “moral”, oriunda da religião judaico cristã e o “direito”, legado romano, são os outros dois). Dessa forma, a Socialista Morena quer fazer entender que o nacionalismo é necessariamente nefasto. Nada poderia ser mais falso. Cada país tem uma capacidade de absorção de estrangeiros. Se o fluxo de estrangeiros for superior a essa capacidade, os cidadãos nativos é que viverão como estrangeiros dentro de suas próprias casas.

É o que vem acontecendo em diversos países da Europa, que recebem maciça imigração de pessoas islâmicas. Essas pessoas fogem do cenário tenebroso em que se transformou seu local de origem, por conta da imposição autoritária da Xária, a lei islâmica. Uma vez instalados na sociedade que lhes deu guarita, passam a impor, na qualidade de maioria numérica, a MESMA Xária que os levou a fugir de seus locais de origem. Nos Estados Unidos acontece um fenômeno semelhante: uma nação que se transformou na mais rica e próspera da face da terra por conta do liberalismo econômico está, aos poucos, adotando modelos econômicos socialistas, porque imigrantes de origem latina ganham direito a voto e passam a votar sempre nos políticos mais demagogos e populistas, a exemplo de Barack Hussein Obama, o queridinho da esquerda americana, que está conduzindo o país para a bancarrota. Ocorre que a esquerda é excelente para criticar as fronteiras, mas quando imigrantes causam problemas, eles os varrem para debaixo do tapete dos outros. É o caso do governador do Acre (petista) que permitiu a entrada de milhares de emigrantes haitianos no Brasil e, quando estes (dada o baixo nível de instrução) começaram a engrossar as massas de pedintes na cidade de Rio Branco, ele (o governador) simplesmente os colocou em ônibus e os mandou para São Paulo, para que eles possam sugar nas tetas do welfare state custeado com o dinheiro dos contribuintes paulistas, que nada tinham a ver com o caso. Portanto, a alegação de que a direita europeia usa o mesmo argumento do nazifascismo contra entrada de emigrantes em seus países é mais uma das aleivosias dessa senhora.

Uma vez entendidos o porquê do caráter internacionalista do socialismo marxista, a dimensão da luta de classes transmutada no nazismo para uma limpeza étnica e os motivos que levam a direita a rejeitar grandes influxos de imigração, é importante notar ainda que a alegação de Cynara Menezes sobre a direita que tenta controlar a entrada de pessoas de outros nacionalidades em seus respectivos países, de saída, é uma forma baixa, torpe e pulha de dizer uma mentira para conseguir fazer valer uma “Falácia de Falsa Analogia”. Primeiramente é mentira, porque a quase totalidade dos judeus instalados na Alemanha pré-Hitler eram empresários ou profissionais autônomos. Nem Hitler, nem o partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, nem os alemães de então acusavam os judeus de “roubar empregos do povo alemão”, conforme Cynara afirma. Isso é simplesmente um logro de felonia imensurável. Pelo contrário, a acusação que recaia sobre os judeus era a de que eles eram “aproveitadores”, “empresários exploradores do povo alemão”. Os judeus não roubavam empregos do povo alemão, mas ao contrário DAVAM EMPREGOS em suas empresas. Já os imigrantes os quais a direita americana e a direita europeia tentam barrar a entrada em seus respectivos países saem de seus locais de origem e vão para a América ou para a Europa exatamente interessados em viver custeados pelo welfare state que as esquerdas (americana e europeia) montaram (na Inglaterra, por exemplo, 20% dos imigrantes hoje viviem amparados pelo sistema de seguridade social). Enquanto os judeus viviam com recursos próprios na Alemanha e, inclusive, geravam riquezas que eram usufruídas pelo povo alemão, os imigrantes que adentram as fronteiras dos países ricos o fazem motivados pela possibilidade de viverem sustentados pelo dinheiro dos impostos dos contribuintes desses países, portanto a comparação é de uma desfaçatez que só não choca mais, porque saindo de quem saiu, nada mais deve chocar.

Sobre a ação da esquerda que ao mesmo tempo prega que o Estado seja o mantenedor de todas as necessidades materiais de que cada cidadão e que as fronteiras sejam abolidas para que o Estado se transforme em provedor também das necessidades materiais dos não-cidadãos, vamos para mais um parêntese: quem entende minimamente de economia sabe que o Estado não produz riqueza, portanto o custo das chamadas “ações combate à pobreza” (as esmolas que a a elite esquerdista dominante distribui) são financiadas pela parcela da população que produz riqueza, portanto são caridade com o dinheiro alheio, usurpado de nós através dos impostos. O Brasil possui hoje índices escorchantes de impostos, os quais não param de subir, já estamos indo para 50% de carga tributária, o que quer dizer que o governo nos toma metade de tudo que produzimos. A justificativa que a esquerda encontra para essa situação absurda é, claro, a de que é preciso financiar os programas que promovem o amparo aos pobres. Se o empenho em acabar com a pobreza dos pobres brasileiros já gera um fardo tão pesado para quem produz riqueza, como esse mesmo partido pode ser a favor de, ao aceitar e promover a imigração em massa de miseráveis haitianos para dentro do nosso país, incluir na lista dos que devem ser amparados pessoas que nem nascidas no Brasil são? Eu já disse e repito: parece loucura, mas é método. Quem primeiro recomendou o aumento infinitesimal da dívida pública com a finalidade de falir o Estado, como estratégia revolucionária, foi o próprio Karl Marx, em sua “Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas“, de março de 1850: “Se os democratas propuserem o imposto proporcional, os operários exigirão o progressivo; se os próprios democratas avançarem a proposta de um [imposto] progressivo moderado, os operários insistirão num imposto cujas taxas subam tão depressa que o grande capital seja com isso arruinado; se os democratas exigirem a regularização da divida pública, os operários exigirão a bancarrota do Estado”. Contudo, quem realmente fez essa tática proposta por Marx se popularizar no repertório de ideias da extrema esquerda contemporânea foram os autores Richar Cloward e Frances Fox Piven, no artigo “The Weight of the Poor: A Strategy to End Poverty” (O Peso dos Pobres: Uma Estratégia para acabar com a pobreza), publicado no The Nation, a 2 de maio de 1966 (é possível comprar uma cópia do artigo original ao preço de 3 dólares no saite da publicação, ou conferir o teor do texto nesse resumo em português). Popularizada pelo estrategista de extrema-esquerda Saul Alynsk, a Chamada Estratégia Cloward&Piven continha todos os passos para como executar a ordem de Marx dentro de um Estado liberal capitalista transformando-o em um Estado previdenciário pré-socialista, cuja falência (justamente por ser insustentável) seria anunciada como uma crise do capitalismo. É assim que a esquerda trabalha: se a direita não faz nada e permite a imigração de um contingente de miseráveis, conforme o petê procede no Acre, estes passarão a fazer parte da súcia que será usada pela própria esquerda como massa de manobra para tocar a estratégia revolucionária, se a direita atua politicamente para impedir o colapso do sistema, a esquerda, tal qual a Socialista Morena faz no texto dela, acusa-a de ser contra os pobres, fortalecendo assim sua hegemonia cultural. Em um caso ou no outro eles ganham.

Para confrontar as massas de esquerda, era preciso criar um movimento de massas de direita“. Meu Deus! É preciso muita firmeza de propósito para simplesmente não mandar essa mulher tomar… “Massas de direita”!!!! Como diria a correligionária dela, Maria do Rosário: Mazuquiéiçu!!! A direita e o conservadorismo são baseados na valorização do indivíduo. O coletivismo é exatamente o traço mais característico do pensamento esquerdista. “Massas de direita” é o mesmo que “círculo quadrado”. Sem comentários!

O filme mostra ainda como, no tribunal de Nuremberg, as empresas envolvidas com o nazismo foram submetidas a uma pantomima de condenação. Enquanto os oficiais nazis foram enforcados, quem entrou com o dinheiro para financiar a empreitada foi solto anos depois –os diretores da IG Farben (Bayer), que fornecia os químicos para matar gente, foram condenados a no máximo 8 anos.

Apesar de ter colocado com titulo de seu texto a promessa da explicação de “Como os capitalistas financiaram o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini“, isso é tudo que a Socialista Morena não faz. A essa altura do campeonato já ficou claro que se trata de uma resenha cinematográfica do tal documentário que ela já fez referência há três parágrafos. Uma resenha com um título totalmente equivocado e muito mal escrita, só para não fugir à regra do estilo-redação-do-ENEM da Socialista Morena. Pois bem: se Hitler tinha a sociedade alemã em suas mãos e o partido nazista havia aparelhado completamente o Estado alemão, inclusive tornando onipresente a cultura da delação (outro traço característico que assemelha o nazismo aos regimes totalitários de extrema-esquerda), como mensurar se a cooperação de alguém com o nazismo foi por alinhamento à proposta ideológica ou por constrição? O que ela esperava? Que os direitores da IG Farben, uma indústria química, fossem condenados a morte, por coordenarem a fabricação de produtos químicos? Essa mulher é totalmente descompensada.

Mas o pior são os sinais que Chatzistenaou está vendo, na sociedade grega, de recrudescimento deste nazi-fascismo financiado pela grana: os partidos neonazis gregos são apoiados por parte da elite econômica e dos grupos de mídia (olha eles aí de novo) do país. E o cineasta está convencido de que é uma tendência que pode se espalhar como consequência da crise. “Nosso lema é: ‘o que acontece na Grécia nunca fica na Grécia. Temo que este crescimento da extrema-direita e movimentos neo-nazistas que estamos vendo nos últimos anos na Grécia apareçam em outros países da Europa onde a austeridade foi imposta do mesmo jeito”.

A Socialista Morena incorre no mesmo erro que ela critica no nazismo — Como poderia ser diferente? — o de usar de bodes expiatórios. “partidos neonazis gregos são apoiados por parte da elite econômica“. Ignorando o fato de que a Socialista Morena não apresenta nenhum indício ou argumento para provar que o alegado está acontecendo de fato, qual interesse que um “grupo de mídia” teria em financiar grupos ou partidos neonazistas? Que eles produzam massacres que serão noticiados pelos “grupos de mídia” com o objetivo de elevar a audiência? Perceba que se você se afasta somente um pouquinho do transe provocado pelas repetições ad infinutum dos jargões promulgados pela esquerda (“a culpa e das elites econômicas” ou “a culpa é dos ‘grupos de mídia’, que devem ser subjugados por uma Lei de Medios ou o que o valha”), as palavras da Socialista Morena não fazem sentido algum. Na verdade, esse é um método da esquerda. Conscientes de que a maioria da população é extremamente suscetível a apelos emocionais e impermeável a argumentações racionais, eles criam discursos que não significam absolutamente nada, mas que, uma vez bem recheados dos clichês e das palavras de ordem, levam os receptores a imaginarem por si mesmo um significado que, stricto sensu, não existe. Um texto esquerdista é uma espécie de Mancha de Rochard semântica. A verdade que se esconte por trás da pirotecnia farsesca da Socialista Morena é que hoje, de fato, na Grécia não param de eclodir grupos ligados movimento revolucionário exatamente pelo sucesso da estratégia do aumento infinitesimal da dívida pública proposto por Karl Marx em 1850. Que ela culpe a direita por ser responsável por aquilo que vem sendo semeado pela esquerda há mais de um século não é nada mais do que o fato de que ela está colocando em prática o famoso imperativo de Lênin: “Acuse-os do que você é”.

Temo que este crescimento da extrema-direita e movimentos (sic) neo-nazistas que estamos vendo nos últimos anos na Grécia apareçam em outros países da Europa onde a austeridade foi imposta do mesmo jeito” Sim, claro! Esperar que os governos gastem dentro do limite do que eles arrecadam e não abram rombos na dívida pública que obrigarão a impressão de papel moeda sem lastro e causará inflação que penalizará toda a população, mas sobretudo os mais pobres, é a causa do ressurgimento do nazismo (!!!!) Aliás, vamos nos abster de cooperar com a Mancha de Rochard, leiam o anunciado de novo: “Temo que este crescimento da extrema-direita e movimentos (sic) neo-nazistas que estamos vendo nos últimos anos na Grécia apareçam em outros países da Europa onde a austeridade foi imposta do mesmo jeito” Pergunta: “do mesmo jeito” é de que jeito? Hã? A frase não faz o MENOR sentido, mas ela não foi escrita para fazer sentido. Ela foi escrita para elencar lado a lado os termos “extrema-direita”, “neonazismo” e “políticas de austeridade”. Na maioria das vezes nós acreditamos que burros são aqueles que não entendem o que leem, no caso dos textos escritos por esquerdistas, PRECISA SER MUITO BURRO PARA ENTENDER O QUE ELES QUEREM DIZER.

Muita gente usa a tirania do ditador soviético Josef Stalin para atacar a esquerda. Stalin (cujo exército, por sinal, derrotou os nazistas) é acusado da morte de milhões, mas o socialismo foi uma de suas vítimas. Hitler também matou milhões, mas o capitalismo não sofreu sob o nazismo ou o fascismo. Pelo contrário: foi seu financiador.

Percebam que mesmo na qualidade de socialista, ela é obrigada a reconhecer que a Coreia do Norte NÃO é democrática e que Stalin foi um ditador (Como se Fidel Castro e Nicolás Maduro fossem os antípodas de Kim Jong-Un e do responsável por Holodomor, mas enfim…). Que palhaçada! Dizer que o exército de Stalin derrotou os nazistas é um exemplo de meia verdade que é pior do qualquer mentira. Ela se reporta apenas à parte da História posterior ao momento em que Stalin rompeu com Hitler. Basta suprimir o fato de que foi Stalin que deu recursos e armamentos a Hitler para que esse atacasse as nações ocidentais — com o objetivo de que, quando estivessem tanto os nazistas quanto os países ocidentais enfraquecidos pela guerra entre si, ele (Stalin) atacaria e dominaria a todos —, basta suprimir qualquer menção ao pacto Pacto Molotov-Ribbentrop (o qual raríssimos professores do méqui mencionam em salas de aula) que Stalin emerge da História reescrita pela Socialista Morena como o herói que derrotou o nazismo. É muita cara de pau! Hitler é cria de Stalin. A aliança entre Hitler e Stalin já estava consolidada e em estado avançado, desde 1934. Esta relação espúria entre o nazismo e o comunismo está fartamente documentada em obras como “O Grande Culpado – O Plano de Stálin para Iniciar a Segunda Guerra Mundial“, de Viktor Suvorov; “Stalin e a corte do Czar Vermelho“, de Simon Sebag Montefiore; “O Jovem Stalin“, de Simon Sebag Montefiore; “Stalingrado, O Cerco Fatal“, de Antony Beevor; “A Loucura de Stalin“, de Constantine Pleshakov; “Stalin, um desconhecido – Novas revelações dos arquivos desconhecidos“, de Zhores A. Medvedev e Roy A. Medvedev, etc. Autores que na cabecinha oca dessa pândega são tidos como “jovens sem leitura, desconhecedores da história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais“.

Stalin é acusado da morte de milhões, mas o socialismo foi uma de suas vítimas“. Em primeiro lugar, Stalin não é “acusado”. A abertura dos arquivos soviéticos promovida pelo presidente Nikita Khrushchov comprovou que Stalin foi sim o responsável direto pela morte de milhões de vítimas. Portanto, tratar um culpado com o eufemismo de “acusado” é, para dizer o mínimo, debochar da História e da inteligência dos leitores. Ademais, ela precisa decidir se Stalin era um “ditador” ou se ele é “acusado”, a maneira como a ideia está expressa é ESQUIZOFRÊNICA, auto-contraditória. E que conversa é essa de nega que Stalin era socialista? O próprio Eric Hobsbawm via (vê, já que ele morreu, mas seus livros ficaram) em Stalin a materialização do projeto do socialismo marxista. Então a Socialista Morena se considera mais marxista do que o organizador da coleção “A História do Marxismo” e autor das “Eras“, o próprio Eric Hobsbawm, para quem a União Soviética realmente alcançou o socialismo sob o poder de Stalin? O único socialismo que pereceu por conta de Stalin foi o nazismo (cujo apogeu também foi responsabilidade direta do próprio Stalin, conforme já foi dito e cuja vitória Stalin só conseguiu com ajuda dos americanos, não custa repetir). O socialismo-comunista teve em Stalin seu mais fiel representante. Marx advogou que se criasse uma ditadura do proletariado pela concentração dos poderes nas mãos do Partido Comunista e pela subjugação da sociedade. FOI EXATAMENTE ISSO QUE STALIN FEZ.
Hitler também matou milhões” Mais confusão, desinformação e embromação. Que tal alguma reverência pelos fatos, senhora Socialista? Não há registros de que Hitler ou Stalin tenha matado alguém com suas próprias mãos. Quem o fez e foi para o púlpito da ONU jactar-se de seus crimes foi outro facínora, Che Guevara, o qual nós sabemos que a Socialista Morena dá pulinhos de alegria pela mera audição do nome (Aliás, essa história de nazismo e comunismo me fez lembrar uma reportagem bem interessante). Quem matou milhões não foi Hitler, mas a IDEOLOGIA NAZISTA. Mais precisamente, 6 milhões, segundo os arquivos de Nuremberg. Já a IDEOLOGIA COMUNISTA, somente no país governado por Stalin, a União Soviética, matou 35 milhões, portanto um número SEIS VEZES maior do que o número de vítimas produzidas pelo nazismo. Isto poque estamos contabilizando somente os que morreram nos expurgos, como pré-requisito para a implantação do sistema. Não entram nessa conta os que morreram de fome como consequência da improdutividade da agricultura coletivista e outras causas diretamente ligadas à implantação do regime. Os números com certeza são muito maiores. Ao mesmo tempo, o nacional socialismo só foi implantado na Alemanha, ao passo que o socialismo comunista fez vítimas em Cuba, na Coreia do Norte, no Camboja, etc. Somente na China foram 60 milhões de vítimas dos expurgos. Portanto afirmar “Hitler TAMBÉM” matou milhões é, de novo, recorrer ao eufemismo para minimizar os crimes do SOCIALISMO COMUNISTA.
Por fim, dizer que o “capitalismo não sofreu com o nazismo nem com o fascismo” é de um grau de perfídia que chega a ser patológico. O “capitalismo” — nome pelo qual os SOCIALISTAS (tanto os do socialismo comunista, quanto os do nacional socialismo, vide o famosíssimo discurso de Hitler no dia do trabalho)  chamam a LIBERDADE  — não só sofreu como até hoje sofre por causa das atrocidades cometidas por Hitler e Mussolini. Toda vez que alguém levanta a voz contra o avanço de regimes baseados nas aleivosias marxistas, a súcia clama em uníssono: “Nazista!”, “Fascista!” Como se o nazismo e o fascismo fossem os mais legítimos representantes do liberalismo econômico e político.  Aliás, quantas vezes a própria socialista morena tentou, ao longo do texto, associar o “liberalismo econômico” e a “oposição ao endividamento público ao aumento do poder estatal (que ela chamou de “políticas de austeridade”)” ao nazismo e ao fascismo? O texto dela é a prova empírica do contrário do que ele quer dizer.

Assistam o filme, é muito bom. Legendas em português.

Ah! Tá! O texto da Socialista Morena é sobre o filme. Eu bem que desconfiei.

Epílogo:

Não acreditem em mim, pesquisem por si mesmos, confiram os links presentes neste artigo, se debrucem sobre as obras dos autores aqui citados e, a partir da COMPARAÇÃO entre a linha de estudo que posiciona o nazismo e o fascismo à direita do espectro político com a linha de estudo que os posiciona à esquerda, descubram por si mesmos quais são “os jovens sem leitura, desconhecedores da história e que se contentam com meia dúzia de frases nas redes sociais“. Podem começar por comparar as fontes a que Cynara se reporta com as fornecidas nesta crítica. Enquanto eu cito um punhado de pensadores renomados, intelectuais de alto gabarito, autores de livros prestigiados até mesmo pela própria esquerda, as fontes de Cynara se resumem a um blog de um tuiteiro (cujas referências, por sinal possuem uma série de links fantasmas) e um pseudo documentário, cuja relevância se dá por ter sido badalado por militantes da própria extrema-esquerda, tais quais ela mesma (a própria Cynara Menzes) e gente da mesma récua dela, a exemplo de outro notório “pena de aluguel”, o “jorpetista” Luis Nassiff, em seu blog.

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EM PRIMEIRA MÃO: A MÚSICA DE LOBÃO PARA A LISTA NEGRA DE JORNALISTAS CRIADA PELO PT. DIVULGUEM!

30/06/2014

30/06/2014 às 15:37

Manterei este post no alto da homepage durante todo o dia. As atualizações estarão sempre abaixo dele.

O cantor, compositor e colunista Lobão: retrato de um tempo numa canção

Vamos lá. O cantor e compositor Lobão, também colunista da VEJA, é um dos nove “malditos” que foram parar na lista negra do PT, assinada por Alberto Cantalice, vice-presidente do partido, divulgada no site oficial da legenda e propagada pelos blogs sujos, financiados por estatais. É a verticalização da infâmia, que os fascistoides costumam promover quando chegam ao poder: o estado, o partido e as milícias atuam como ordem unida. Só para lembrar: os outros oito da lista somos eu, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Demétrio Magnoli, Arnaldo Jabor, Guilherme Fiuza, Marcelo Madureira e Danilo Gentilli. Essa é apenas a fornada inicial do nacional-socialismo petista. Se o partido vencer a eleição, certamente a lista será ampliada. A “Repórteres Sem Fronteiras”, a mais importante entidade internacional de defesa da independência jornalística, expressou o seu repúdio. Janio de Freitas, por sua vez, preferiu repudiar a… “Repórteres Sem Fronteiras”. Entenderam?

Adiante! Lobão fez uma música retratando, digamos assim, a alma profunda dos “companheiros” e evidenciando o espírito destes tempos. Chama-se “A Marcha dos Infames”. Ouçam e divulguem. Na sequência, publico a letra e um breve comentário a respeito.

Clique aqui  ou no player abaixo para ouvir.

A MARCHA DOS INFAMES

Aqueles que não são

E que jamais serão

Abusam do Poder,

Demência e obsessão.

Insistem em atacar

Com as chagas abertas do rancor,

E aos incautos fazer crer

Que seu ódio no peito é amor

Tanto martírio em vão,

Estupro da nação,

Até quando esse sonho ruim,

esse pesadelo sem fim?

Apedrejando irmãos

E os que não são iguais,

A destruição é a fé,

E a morte e a vida, banais.

E um céu sem esperança,

A Infâmia cobriu,

Com o manto da ignorância,

O desastre que nos pariu.

E o sangue dos ladrões

De outros carnavais

Na veia de vilões,

tratados como heróis.

E até quando ouvir

Cretinos e boçais

Mentir, mentir, mentir,

Eternamente mentir?

Mas o dia chegará

Em que o chão da Pátria irá tremer,

E o que não é não mais será

Em nome do povo, o Poder.

Retomo

Adequando o comentário a estes dias, gol de placa de Lobão, na letra e na melodia! Reparem que o autor recorre a uma marcha propriamente, de caráter marcial mesmo, evidenciando o espírito da soldadesca sem uniforme do petismo — afinal, essa gente é uniformizada por dentro, não é mesmo?

Na letra — que, é claro!, faz uma denúncia da maior gravidade —, Lobão apela a um tom a um só tempo grandiloquente e meio farsesco, como a evidenciar a truculência cafona e vigarista dos fascistoides de plantão.

Há dois trechos que chamam particularmente a minha atenção:

E o sangue dos ladrões

De outros carnavais

Na veia de vilões,

tratados como heróis.

Na mosca! O poder, hoje, no Brasil mistura o sangue do velho patriomonialismo — que forjou ao menos uns dois séculos de atraso — com o do novo patrimonialismo, que pretende liderar o atraso dos séculos vindouros. E gosto particularmente da última estrofe:

Mas o dia chegará

Em que o chão da Pátria irá tremer,

E O-QUE-NÃO-É não mais será

Em nome do povo, o Poder.

Tomei a liberdade de escrever em maiúsculas e usando hífen “O-QUE-NÃO-É”. É preciso que se entendam essas palavras como uma unidade semântica para que se perceba o seu caráter de sujeito do verbo “será”. “O-QUE-NÃO-É” dispensa predicativos; trata-se do falso, do engodo, da trapaça histórica, da vigarice, da mentira em si.

Divulguem por todos os meios a música de Lobão. Aí está o retrato de uma era. É uma canção de protesto destes tempos. Afinal, os “protestadores” de carteirinha do passado — Chico & Seus Miquinhos Amestrados” — estão calados diante de listas negras. Eles criavam metáforas contra a ditadura militar no passado não porque fossem, por princípio, contra ditaduras e perseguições. Opunham-se àquela ditadura em particular, mas não a outras. E julgavam que o regime não podia perseguir “as pessoas erradas”. Quando persegue “as certas”, tudo bem!

Não por acaso, nunca se opuseram à ditadura cubana. No fim das contas, foi Cuba que os pariu. A música de Lobão expõe farsantes do presente e do passado.

Por Reinaldo Azevedo

DE MOSCOU, COM AMOR…

06/04/2014
25/03/2014 às 16:00 \ Política & Cia

Ele participou, em Moscou, da avaliação de um sistema de defesa antiaérea que o Brasil pretende comprar da Rússia. Ele não passa de um subtenente (e músico) do Exército — não é nem oficial superior. Mas é marido da ministra Ideli…

Marido da ministra Ideli Salvatti, o subtenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo participou em janeiro de sua primeira missão internacional (Foto: Cristina Granato)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

DE MOSCOU, COM AMOR

Marido da ministra Ideli Salvatti, o subtenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo participou em janeiro de sua primeira missão internacional.

Passou duas semanas na Rússia como integrante de uma comissão técnica de compras. Mas o militar músico não desembarcou em Moscou para renovar os instrumentos do Exército.

Ele foi escalado pelo ministro Celso Amorim para avaliar o sistema de defesa antiaérea que o Brasil pretende comprar da Rússia.

O Pantsir-S1, a escolha de Amorim, custa quase o triplo dos modelos preferidos pelos militares brasileiros que, ao contrário do marido de Ideli, realmente entendem do assunto.

ATUALIZAÇÃO 28 DE MARÇO

A suposta informação que circula em setores da web segundo a qual o subtenente viajou a Moscou na qualidade de tradutor, se verdadeira, traz consigo uma pergunta inevitável: isso significaria que, na grande embaixada que o Brasil mantém na capital da Rússia — com 17 departamentos –, NINGUÉM fala russo?

Não há tradutores disponíveis entre os diplomatas, oficiais de chancelaria e demais funcionários?

A embaixada conta, inclusive, com um adido de Defesa, que representa as três Armas, o coronel do Exército Marco Antônio de Freitas Coutinho. Na mesma adidoria, trabalham também o tenente-coronel do Exército Marcius Cardoso Neto e o soldado Roberto Durão da Silva, que alguma coisa de russo sabem ou deveriam saber, e que com certeza estiveram envolvidos na missão mencionada nesta nota.

 

Política & Cia

06/04/2014


CASO CELSO DANIEL:

O blog continua esperando que Gilberto Carvalho processe o delegado Tuma pelas revelações comprometedoras sobre o caso Celso Daniel feitas em seu livro e repetidas de viva voz, publicamente. O ministro prometeu processá-lo há longos 114 dias… e NADA!

Clique aqui para ler a matéria completa.

  • Tema Livre

 

Vídeos da razão, nua e crua, ditas pelos seus protagonistas

06/04/2014

Postagens populares

A Selic baixa, a inflação permanece estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem.

03/04/2014

03/04/2014 – às 11:37 \ Economia

Taxa de juros acima de quando Dilma assumiu o governo: o efeito mola de quem ignora o mercado

É inadmissível, que o Brasil que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo. Estes valores não podem continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isto. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade seus compromissos.

O setor financeiro, portanto, não tem como explicar esta lógica perversa aos brasileiros. A Selic baixa, a inflação permanece estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem. A Caixa Economia Federal e o Banco do Brasil escolheram o caminho do bom exemplo e da saudável concorrência de mercado provando que é possível baixar os juros cobrados aos seus clientes em empréstimos, cartões, cheque especial e inclusive no crédito consignado.

Essas foram palavras usadas pela presidente Dilma em discurso populista durante a comemoração do Dia do Trabalho em 2012. Eis aqui o trecho em vídeo, para fixar bem a mensagem:

Inflação estável e queda da Selic? A presidente vivia em outro mundo. Nesse mundo de fantasias, o governo pode simplesmente decretar a queda na taxa de juros, como se esta não fosse um preço de mercado, e depois usar os bancos públicos para reduzir na marra as taxas dos empréstimos, como se isso não tivesse efeitos nefastos depois.

O resultado? Está aí: os bancos públicos, após um crescimento assustador na carteira de crédito, com base em critérios políticos em vez de econômicos, tiveram que voltar a subir as taxas de juros. O Copom (Comitê de Política Monetária) acaba de colocar em 11% a taxa básica Selic, acima do patamar de quando Dilma assumiu o governo.

Fonte: GLOBO

E a inflação? Ora, segue em patamar bem elevado e, ao que tudo indica, pode até furar o teto da banda este ano, mesmo com preços congelados pelo governo. É isso que acontece quando a própria presidente e sua equipe econômica não compreendem absolutamente nada do funcionamento dos mercados, e pensam, de forma arrogante, que podem simplesmente alterar preços por decreto.

A presidente também fez um escarcéu demagógico, usando as redes e televisão e rádio, para anunciar a queda artificial nas tarifas de energia. O resultado, como já fica claro, será o mesmo: as tarifas terão de ser aumentadas à frente, com um custo ainda maior para todos nós, fora o risco de apagão e racionamento. É o efeito mola de quem desrespeita o mercado…

Rodrigo Constantino

A esquerda radical está perplexa, não sabe como reagir.

02/04/2014

01/04/2014 – às 15:44 \ Comunismo, Educação

Quando a direita reage nas universidades…

Há algo novo no ar. Sinto ventos de mudança. A esquerda radical está perplexa, não sabe como reagir. Por décadas reinou absoluta nas universidades, com seus diretórios dominados, o monopólio da palavra, dos protestos e da organização de eventos. Agora não entende mais nada e cai em histeria diante de um fenômeno novo: a reação da direita!

Vejam o que alguns alunos fizeram na UFF, antro de esquerdistas em Niterói. Pertencem ao grupo Liberalismo Conservador, e se juntaram para fazer uma arrecadação voluntária e mandar imprimir diversos adesivos. Colaram tais adesivos em cima de mensagens pichadas pelos comunistas. Eis algumas fotos:

UFF1

UFF2

UFF3

UFF4

Quem diria?! “Menos Marx, Mais Mises” espalhado por cima de símbolos como a foice e o martelo comunista e o logotipo do PSOL. É fantástico! Sem falar que agora, ao menos, os brucutus terão escutado o nome Mises, completa novidade para eles. Trata-se do grande economista austríaco Ludwig von Mises, cujos livros representam o melhor antídoto existente contra a praga comunista.

Esses alunos estão de parabéns pela louvável iniciativa. Que outros sigam o exemplo Brasil afora. E notem a diferença já na largada: enquanto os comunistas picham as paredes e estragam o patrimônio das universidades, os liberais colam adesivos apenas, que podem ser retirados sem dano ou estrago à propriedade. Questão de princípios e valores já no básico.

Nesse outro caso, alunos da UFSC, outro antro de marxistas, retiraram a bandeira vermelha e hastearam a bandeira do Brasil no mastro, e em seguida cantaram o hino nacional, enfrentando a cambada de comunistas que amam mais greves do que trabalho. Emocionante. Vejam:

A esquerda jurássica tem motivo para ficar exaltada e histérica, em polvorosa. Nunca antes da história deste país se viu tal clima crescente de reação espontânea a essa hegemonia marxista nas universidades, que ninguém aguenta mais!

Rodrigo Constantino

IMPOSTO DE RENDA 2014

19/03/2014

8 milhões de brasileiros podem deixar de declarar o Imposto de Renda

Por Taís Laporta – iG São Paulo | 18/03/2014 12:00

Governo precisará devolver R$ 180 bilhões aos contribuintes se o Supremo acolher a correção da tabela do IR pela inflação

Pelo menos 8 milhões de brasileiros deixarão de ser obrigados a declarar o Imposto de Renda nos próximos anos. Isso se o Supremo Tribunal Federal (STF) acatar um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para corrigir a defasagem na tabela de isenção nos últimos 18 anos, estimada em 62,4%, afirmou ao iG o presidente da entidade, Marcos Vinícius Furtado Coêlho.

OAB

36oqtu5jtekc767cxo5w7m27gCoêlho, presidente da OAB: entidade espera apoio do procurador da República

No dia 10 de março, a OAB ingressou com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo, pedindo uma liminar para corrigir, já no ano-base 2013, a defasagem do IR pela inflação oficial, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Se o Supremo acatar o pedido, um terço dos 26 milhões de contribuintes que declararam em 2013 passarão a ser isentos e podem receber aos valores pagos de volta.

Desde 1996, a Receita corrige a tabela do IR abaixo da inflação oficial. O reajuste automático de 4,5%, centro da meta inflacionária do governo, ocorre desde 2007. Mas o IPCA acumulou alta de 5,91% só em 2013. Essa discrepância faz com que, ano a ano, mais pessoas isentas sejam obrigadas a contribuir para o Fisco. Se antes a isenção contemplava oito salários mínimos, hoje ela não ultrapassa três (o valor atual é de R$ 724).

“Se essa lógica perdurar pela próxima década, 100% da população economicamente ativa passará a ter de contribuir para a Receita Federal. Isso contradiz o princípio de progressividade do Imposto de Renda, que é o de cobrar de quem recebe mais”, comenta o tributarista Enos da Silva Alves, sócio do escritório Cardillo & Prado Rossi Advogados.

LEIA MAIS: Ministro do STF nega liminar para corrigir tabela do IR

Caso o Supremo entenda que o governo precisa devolver, de uma só vez, todo o dinheiro arrecadado pelo contribuinte, o custo orçamentário da União pode chegar a R$ 180 bilhões, segundo cálculo feito pelo presidente do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Cláudio Damasceno. O órgão defende uma correção gradual da tabela do IR, para evitar um rombo nas contas públicas.

“Sabemos que o governo adotará um discurso de austeridade e problema nas finanças caso a correção seja implantada de forma imediata. Por isso, propomos a escalonagem da correção para os próximos 10 anos, para não haver argumento contra o reajuste”, afirma Damasceno.

Para o tributarista Silva Alves, a correção gradual da tabela “talvez seja a forma mais amena, e até o único caminho viável, para não gerar sérios problemas de caixa à União”.

Supremo pediu agilidade na condução do processo

Alegando o impacto orçamentário de uma decisão favorável à correção, o ministro Luis Roberto Barroso deixou de conceder o pedido de liminar da OAB e pediu um posicionamento da Advogacia Geral da União (AGU) – que representa o governo – e da Procuradoria Geral da República, órgão autônomo, no prazo de 10 dias.

LEIA TAMBÉM: Aprenda a declarar com tablets e smartphones

A decisão de Barroso, acredita o presidente da OAB, pode agilizar o julgamento, que precisa ocorrer ainda este ano para que a correção – se acolhida pela Corte – seja aplicada a tempo da elaboração da Lei Orçamentária. “Nossa expectativa é que o procurador geral da República dê um parecer favorável à causa do contribuinte, enquanto a União certamente vai se manifestar em defesa dos interesses do governo”, explica.

Entenda as chances de vitória do contribuinte

No início deste ano, a OAB ingressou com duas ações de inconstitucionalidade pedindo a correção do IR ao Supremo: a primeira foi o pedido de liminar para que o governo corrija de uma só vez toda a defasagem dos últimos 18 anos, observando a inflação acumulada no período. “Se este pedido for atendido, o impacto nas contas do governo será muito expressivo”, explica Silva Alves, do Cardillo & Prado Rossi Advogados.

Já na ADI 5096, a entidade pede que os efeitos de uma decisão favorável ao contribuinte sejam gradativos. Ou seja, a correção será feita já em 2014 (ano-base 2013) observando o IPCA do ano passado, de 5,91%. Como o reajuste anual aplicado pela Receita foi de 4,5%, a diferença da tabela seria de mais 1,4%. Já o restante da defasagem seria corrigido de forma diluída pelos próximos 10 anos.

MAIS SOBRE IR 2014

No histórico dos tribunais, contudo, há decisão desfavorável ao contribuinte. Já houve um precedente contrário à correção da tabela, no recurso extraordinário 388.312-7/MG, pela relatora Carmen Lúcia. A ministra do Supremo entendeu que, por não haver previsão legal de uma correção monetária na tabela de isenção do IR, não é possível aplicar o reajuste.

“O Supremo considerou, neste caso, que não cabe à justiça autorizar a correção e que o governo tem um cheque em branco para aplicar a tabela progressiva da maneira que entender”, observa Silva Alves. De acordo com o tributarista, a AGU pode se amparar nesta decisão para defender a não correção.

“Ainda não tivemos um diálogo com o governo sobre o assunto. Mas com o pedido de Barroso, [o governo] será obrigado a se manifestar o quanto antes”, diz o presidente da OAB.

Já o entendimento que pode beneficiar o contribuinte foi a derrubada da Emenda Constitucional 62 no ano passado, no STF. A sentença vetou a correção monetária dos precatórios (dívidas judiciais do governo) pela Taxa Referencial (TR), que historicamente tem ficado abaixo da inflação. Desde então, o STF e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm aplicado a jurisprudência em casos semelhantes.

A esperança da OAB é que o mesmo entendimento seja aplicado na correção da faixa de isenção do IR.

Leia tudo sobre: ir2014Imposto de RendadeclaraçãoisençãocontribuintesUniãoOABSTFSupremoADI
Fonte: IG/Notícias

Fim do julgamento do mensalão: veja como todos os políticos escaparam do regime fechado

14/03/2014

Fim do julgamento do mensalão: veja como todos os políticos escaparam do regime fechado

Publicado por Folha Política11 horas atrás


Com a absolvição de João Paulo Cunha da acusação de lavagem de dinheiro, nenhum integrante do chamado núcleo político do mensalão cumprirá pena em regime fechado. Confira a seguir como cada ex-parlamentar ou ex-ministro de Estado conseguiu garantir uma pena inferior a oito anos, o que garante o direito de, ao menos, pedir autorização para deixar a cadeia durante horário de expediente e trabalhar na rua.

José Dirceu (PT, ministro da Casa Civil na época do escândalo) – Foi condenado, inicialmente, por formação de quadrilha e corrupção ativa, a dez anos e dez meses, o que o obrigava a iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. Com o novo julgamento, neste ano, foi absolvido da acusação de formação de quadrilha e reduziu a pena para sete anos e onze meses. Com isso, garantiu direito ao semiaberto.

Veja também: Joaquim Barbosa denuncia que Dilma dominou o STF para absolver mensaleiros: “É apenas o começo”

João Paulo Cunha (deputado do PT na época do escândalo) – Foi condenado, inicialmente, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a nove anos e quatro meses, o que o obrigava a iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. Com o novo julgamento, neste ano, foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro e reduziu a pena para seis anos e quatro meses. Como Dirceu, conseguiu assim garantir o semiaberto.

José Genoino (deputado do PT na época do escândalo) – Foi condenado, inicialmente, por formação de quadrilha e corrupção ativa, a seis anos e onze meses, o que já lhe garantia o semiaberto. Com o novo julgamento, neste ano, foi absolvido da acusação de formação de quadrilha e reduziu a pena para quatro anos e oito meses. Segue no semiaberto.

Roberto Jefferson (deputado do PTB na época do escândalo) – Delator do esquema, foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a sete anos. Conseguiu assim direito ao semiaberto. O novo julgamento não influenciou o seu caso.

Romeu Queiroz (deputado do PTB na época do escândalo) – Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a seis anos e seis meses, garantiu direito ao semiaberto. O novo julgamento não influenciou o seu caso.

Carlos Rodrigues (deputado do PL na época do escândalo)- Sua situação é semelhante à de Romeu Queiroz. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a seis anos e três meses, garantiu direito ao semiaberto. O novo julgamento não influenciou o seu caso.

Pedro Correa (deputado do PP na época do escândalo) – Também está em situação semelhante à de Romeu Queiroz, porém com a pena um pouco mais pesada. Foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a sete anos e dois meses. Assim, garantiu direito ao semiaberto. O novo julgamento não influenciou o seu caso.

Pedro Henry (deputado do PP na época do escândalo) – Sua situação é idêntica à de Pedro Correa. Foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a sete anos e dois meses. Está no semiaberto.

Valdemar Costa Neto (deputado do PL na época do escândalo)- Outro deputado em situação muito semelhante à de Henry e Correa, mas que por pouco não caiu no regime fechado. Foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a sete anos e dez meses. Cumpre pena no semiaberto. O novo julgamento não influenciou o seu caso.

José Borba (deputado do PMDB na época do escândalo) – Condenado por corrupção passiva a dois anos e seis meses, cumpre pena alternativa. O novo julgamento não influenciou o seu caso.

João Magno (deputado do PT na época do escândalo) – Acusado de lavagem de dinheiro, foi absolvido.

Professor Luizinho (deputado do PT na época do escândalo) – Acusado de lavagem de dinheiro, foi absolvido.

Paulo Rocha (deputado do PT na época do escândalo) – Acusado de lavagem de dinheiro, foi absolvido.

José Janene (deputado do PP na época do escândalo) – Vítima de um AVC em 2010, não chegou a ser julgado.

Anderson Adauto (PL, ministro dos Transportes na época do escândalo)- Acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, foi absolvido.

Delúbio Soares (tesoureiro do PT na época do escândalo) – Embora não tenha ocupado cargo eletivo nem ministério, Delúbio pode ser considerado um dos expoentes do núcleo político do mensalão. Assim como Dirceu, foi condenado, inicialmente, por formação de quadrilha e corrupção ativa. Sua pena era de a oito anos e onze meses, o que o obrigava a iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. Com o novo julgamento, neste ano, foi absolvido da acusação de formação de quadrilha e reduziu a pena para seis anos e oito meses. Com isso, garantiu direito ao semiaberto.

Diferentemente, dos políticos que ocupavam cargos eletivos ou ministérios, integrantes do núcleo operacional, como Marcos Valério e Cristiano Paz (os dois primeiros acima, da esquerda para a direita), por exemplo, tiveram penas pesadas. Valério foi condenado, inicialmente, a mais de 40 anos e Paz, a mais de 25 anos. Mesmo com novo julgamento, a pena de Valério ficou em 37 anos. Os integrantes do núcleo financeiro tiveram penas mais brandas do que os operacionais, mas muitos também não escaparam do regime fechado. É o caso de Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos, e Kátia Rebello, que cumpre pena de 16 anos. Para tentar se livrar da cadeia, Pizzolato fugiu para a Itália, mas foi capturado.

R7

Editado por Folha Política

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Protragonistas da Mudança

09/03/2014

Publicado em 07/03/2014

Senhor de 73 anos detona PT, bolsa família é compra de votos e + médicos é uma enganação.

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Protagonistas da Mudança

09/03/2014

Publicado em 19/02/2014

Homem desabafa contra os desmandos da politica brasileira.

Quadro desabafa Brasil.

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Conservadores são todos ruins, gays são todos vítimas inocentes, diz wyllys

08/03/2014
08/03/2014 às 9:12 \ Cultura, Filosofia política, História, Socialismo

Jean Wyllys: o Maduro brasileiro

O deputado Jean Wyllys deu chilique e me atacou novamente, escrevendo um texto bem desonesto e infantil em uma daquelas obscuras revistas que pouca gente lê, mas que recebe muita verba estatal. Sei que ele busca holofotes, pois pretende disputar a reeleição como deputado e está em busca de votos. Sei que meu precioso tempo pode ser dedicado a coisas mais nobres e elevadas. Mas como já expliquei aqui, acho importante expor os métodos dessa esquerda radical, para que fique bem claro como ela atua. Portanto, vamos lá.

A desonestidade e a tática leninista que acusar o outro do que é já começam no título: “Rodriguinho e o pensamento infantil”. Ora, nada mais infantil do que chamar o outro no diminutivo, tentando passar uma pseudo-superioridade. Mas tudo bem: vou chamar Jean Wyllys de “Maduro” a partir de agora, apelido que lhe cai muito bem, por motivos óbvios. Maduro me acusa de pensamento binário de desenho animado, com mocinhos contra bandidos:

Em desenhos de super-heróis animados destinados às crianças, a vida é dividida de maneira simples e esquemática: há o Bem e o Mal; heróis e vilões: de um lado, Esqueleto; do outro He-Man, ou, de um lado, a Legião do Mal; do outro, a Liga da Justiça. Nesse esquema montado para estruturas cognitivas de uma criança em formação, o mundo é o cenário de uma guerra entre dois lados perfeitamente definidos, sem contradições nem interseções. 

E não é exatamente isso que faz a esquerda que ele representa? Conservadores são todos ruins, gays são todos vítimas inocentes. Trabalhadores contra patrões; negros contra brancos; mulheres contra homens; gays contra heterossexuais; índios contra ruralistas; etc. Não é essa a estratégia de dividir para conquistar mais manjada de todas da esquerda, do PSOL e do PT? Pois é… Em seguida, o deputado apela para o preconceito e a vitimização:

Vou tentar ser didático e espero que dessa vez ele consiga compreender. E passarei ao largo de suas referências ao BBB, porque estas são frutos de sua inveja mal-disfarçada do sucesso alheio. Deve ser mesmo frustrante para alguém criado a Toddy e Ovomaltine em bairros nobres e formado em escolas papai-pagou-filhinho-passou ter de ver um gay assumido, mestiço, nordestino, sem apadrinhamentos nem capitanias hereditárias, vindo das camadas mais pobres da população na posição que eu ocupo hoje. 

As referências ao BBB são apenas porque foi esse programa raso e inútil da TV Globo, que a própria esquerda adora odiar, que lhe deu toda a fama que tem, inclusive o cargo de deputado (mesmo assim, precisou pegar carona nos votos de Chico Alencar, pois teve apenas 13 mil votos). Mas devo morrer de inveja de tanto “sucesso”, sem dúvida. Uma posição invejável, de líder de um movimento gay que não tem o respeito sequer de vários outros homossexuais, por bons motivos. Só não sei se tenho mais inveja de Jean Wyllys, o Maduro, ou do Ban-Ban.

Sobre a boa escola paga pelo “papai”, o deputado deveria ter menos preconceito. Não quer melhorar a qualidade de nossas escolas públicas? Tem raiva de todo aquele pai de classe média ou alta que pode dar ao seu filho um ensino melhor, pagando por isso? Se eu tivesse “estudado” em uma escola pública, cheia de greves e com doutrinadores marxistas, e hoje não soubesse ler direito nem fazer contas, então eu seria elogiado pelo deputado? Quem sabe eu poderia ter o “sucesso” de ser um deputado socialista…

Sobre o fato de ser gay, nordestino e mestiço, eu poderia citar tantos outros representantes dessas “minorias” que gozam de minha estima… mas o que seria do deputado sem o discurso de vítima? É tudo que o pobrezinho sabe fazer na vida: gritar e posar de vítima.

O deputado insiste em sua contradição, ao negar que adota a narrativa de vitimização das “minorias” contra os “imperialistas” brancos ocidentais, para logo depois colocar justamente esses brancos como os responsáveis pelo continente mais homofóbico do mundo, a África negra:

Tentei que ele compreendesse que as primeiras leis homofóbicas desse continente (as chamadas leis “antissodomia”) foram levadas pelo Império Britânico quando dominava vastos territórios por ali; e que a onda de preconceitos anti-homossexuais que infelizmente tem se espalhado por lá nos últimos anos não tem raízes nas culturas africanas, como o colunista imagina, mas na religião dos conquistadores e, mais recentemente, na ação política de igrejas evangélicas fundamentalistas dos EUA que investem milhões de dólares na “evangelização” desses povos, usando o preconceito contra os homossexuais como estratégia de marketing e financiando campanhas de políticos homofóbicos.

Novamente a perfídia! O deputado Jean Wyllys tenta, sim, imputar aos brancos a culpa pela enorme homofobia africana, por conta da colonização lá do passado! Deputado “Maduro”, explique porque as ex-colônias inglesas, Austrália e Hong Kong, não têm a mesma homofobia! Se é influência cristã, explique porque a Austrália é um lugar tolerante com os gays! Explique como o próprio Ocidente é o mais tolerante de todos com os gays! Explique porque vários outros países africanos, menos influenciados pela Europa, são ainda mais homofóbicos do que a Uganda! E explique, finalmente, porque a África do Sul, aquele país que mais influência inglesa sofreu na África, é o menos homofóbico por ali! Não fuja feito um covarde, deputado!

Um leitor meu apontou mais incoerências: O viril deputado só esqueceu que em Uganda a poligamia também é legal. Um tanto estranho para um país de “herança cultural ocidental”, legalizar a poligamia não acham??? Uganda a exemplo dos outros países africanos, tem uma forte cultura tribal e sim eles são homofóbicos, os africanos odeiam gays e isso não é devido a cultura cristã. Os alemães, os suecos, os dinamarqueses e os holandeses tem herança cristã e não são homofóbicos. Quer outro exemplo: O reggae jamaicano tão exaltado como exemplo de paz e amor com seu lema “one love” enquanto a Jamaica é um dos lugares mais homofóbicos do mundo.

Pois é, os malditos fatos! Mas se cobrarmos coerência dessa esquerda, não sobra mais nada. É pura retórica vazia, oportunista, sensacionalista. Vejam essa lista dos 20 países mais amigáveis aos gays no mundo: o Canadá está logo em terceiro, a Austrália em quinto e a Inglaterra em sétimo. Mas a culpa das leis antigays da Uganda é da… Inglaterra! Detalhe: o primeiro lugar é da Espanha, um dos países mais católicos do mundo.

Se as igrejas evangélicas americanas têm tanto poder de influência assim, deputado Maduro, então como é que a poligamia continua valendo como regra na Uganda? Responda isso, para não provar ao leitor sua desonestidade intelectual, que salta aos olhos… e tudo isso porque, como eu havia dito no meu primeiro artigo que Jean Wyllys tentou rebater, sem sucesso, no GLOBO, toda a narrativa precisa colocar o Ocidente como culpado por todos os males. Maduro não tem coragem de admitir que os negros africanos, em sua maioria, são homofóbicos…

E nada disso tem a ver com a esquerda e a direita — afinal, da mesma maneira que o Império Britânico levou leis homofóbicas à Índia e às colônias africanas, o estalinismo soviético levou homofobia e outras calamidades aos países socialistas. A história da humanidade vai além, muito além, do esquema mental e da indigência intelectual que a divide em Legião do Mal e Liga da Justiça.

Menos mal assumir a homofobia soviética. Saiba, Jean Wyllys, que os comunistas e socialistas foram os que mais perseguiram homossexuais, depois dos islâmicos. Em Cuba, eram levados para campos de concentração. Recomendo a leitura da biografia de Reinaldo Arenas, Antes que Anoiteça, que virou filme com Javier Barden. Agora explique ao seu eleitor: por que está no PSOL, um partido socialista, que defende Cuba? Por que usa uma boina no estilo do machista homofóbico Che Guevara? Ignorância? Masoquismo? Oportunismo? Síndrome de Estocolmo?

Também é fato que as sociedades ocidentais, capitalistas e com democracias liberais (nem todas as sociedades capitalistas são ocidentais, nem todas são democráticas), no último século, avançaram mais (e mais rápido) no reconhecimento dos direitos humanos da população LGBT e outras minorias, do que outros regimes.

Então por que você está em um partido SOCIALISTA, deputado Maduro? Então por que a esquerda radical sempre cospe tanto nas sociedades capitalistas ocidentais? Como sair desse impasse? É simplesmente impossível. O que prova sua desonestidade intelectual, e que você, deputado, não passa de uma farsa.*

Sobre o movimento gay (não confundir com os gays em si) não ser de esquerda nem direita, um amigo jornalista resumiu bem a falácia da afirmação:

Qualquer pessoa que conheça o mínimo do movimento gay no Brasil, sabe que ele foi criado – e alimentado com verbas públicas – pela esquerda, muito antes de o PT chegar no poder. O PT apenas aumentou substancialmente essa verba, mas, já no governo FHC, a pretexto de combater a Aids, os gays de passeata se tornaram donos do Ministério da Saúde e passaram a receber verbas para realizar passeatas e estudos acadêmicos, nos quais o grande inimigo é o sistema capitalista.

Isso não é opinião. São dados. As passeatas gays e os estudos de gêneros que garantem sinecuras acadêmicas aos militantes gays não surgiram espontaneamente – foram criados pelos partidos de esquerda que convenceram o Estado a tutelá-los.

* Para quem quiser conhecer melhor a farsa que é Jean Wyllys, o socialista revolucionário, o lobo em pele de cordeirinho vitimizado, recomendo esse vídeo curto que as “Garotas Direitas” fizeram:

Fonte: Coluna do Rodrigo Constantino

 

Mundo da Música – Carnaval 2014 – Denúncia

05/03/2014

 Alceu Valença denuncia novo jabá e critica multiculturalismo forçado

Alceu Valença encerra a folia no Marco Zero, principal palco do Carnaval do Recife, na madrugada desta quarta-feira (5)

Alceu Valença encerra a folia no Marco Zero, principal palco do Carnaval do Recife, na madrugada desta quarta-feira (5)

“Sempre tive relação muito problemática com gravadoras e produtores”, diz Alceu Valença em entrevista exclusiva ao UOL. O artista, que encerra a folia no Marco Zero, principal palco do Carnaval do Recife, na madrugada desta quarta-feira (5), afirma que identidade da música brasileira está seriamente ameaçada.

“Estão vendendo gato por lebre”, afirma o artista. “Inventou-se agora o conceito de multiculturalismo, que é uma forma de enfiar qualquer coisa em festas populares como São João e Carnaval”.

Ele, entretanto, ressalta Pernambuco como exceção. “O que vejo aqui é preservação, em Olinda, por exemplo, folia é embalada por cancioneiro centenário”.

Mas ele vê o fenômeno ocorrendo em outras regiões do país.   Equivale a colocar numa festa junina um fado português, diz Alceu. “Tem muito artista de forró, de brega, de rock, querendo entrar no Carnaval”. A porta para que entrem são as tais festa multiculturais antes ou durante a folia, acrescenta.

Ele compara cenário aos pacotes turísticos de resorts, que oferecem tudo incluído. “A pessoa não quer perder nada, come além da necessidade, porque não pode perder aquela mesa farta”.

“Veja a situação a que chegaram os programas de televisão, nada contra nada, tudo pode existir, há uma glamourização do lixo cultural”. Alceu diz que apologia à falta de cultura atende interesses da indústria do entretenimento. “Quanto mais burro, melhor para o sistema”, dispara Alceu. A área da cultura brasileira, na opinião do músico, carece de curadoria.

Novo modelo de jabá
Ele também denuncia novo modelo de jabá que assola o mercado de rádios no nordeste, e que começa a chegar a outras regiões do país. “O jabá hoje se transformou numa outra coisa”, diz.

Ele explica que donos de rádio compram bandas e músicas para tocar nelas, para ganhar também com o direito autoral. “Tudo que entrar será lucro”, comenta. “Depois eles fazem um jogo entre eles, donos de rádios, para que um toque a música do outro”. Desta forma, segundo ele, criou-se um cartel que domina o mercado com uma ‘música sem alma’, ou ‘fuleirage music’, como também ficou conhecida, diz Alceu.

  • A pedido do UOL, Alceu Valença dá uma pausa no Carnaval para fazer autorretrato

Rompimento com gravadoras
Por sua postura crítica e independente, Alceu há décadas se afastou de gravadoras. O produtor atual é um músico que toca com Alceu. “Ele não pode me exigir nada e nem vai querer me manipular”, justifica.

O rompimento com as gravadoras aconteceu em 1987. O músico acusa a gravadora RCA de cooptar artistas, na época, só para tirá-los de circulação e abrir espaço para o ‘brega’, novo gênero que seria lançado.

“Eu, Chico Buarque, Fafá de Belém, e outros artistas, foram contratados para ir pra gaveta, para poderem lançar outro tipo de produto que interessava ao diretor artístico”.

Alceu conta que a gravadora chegou a sugerir que ele mudasse repertório. “Pediam para cantar músicas bregas e outras”.  O objetivo era trazer para o Brasil produtos mais semelhantes ao americano.

“Em três anos ganhei apartamento, hospedagem em hotel cinco estrelas, com tudo pago em minha vida, mas calaram minha música”. O mesmo aconteceu com todos os artistas contratados, prossegue o artista. “Por isso rompi com a indústria”, observa.

Novos meios de difusão
Na época, Alceu relembra que começava carreira na Europa, mas conta que resolveu retornar e “ganhar o Brasil, mesmo sem ter empresa por trás”. O caminho para isso ele diz que foi ir para todos os cantos e fazer a cabeça de fãs que vão aos shows. “Um diz ao outro e público vai aumentando”.

“Em Brasília já botei 27 mil pagantes em show”, diz Alceu, orgulhoso por ter conquistado público, mesmo aparecendo pouco na mídia. “No ano passado fiz 89 shows, quatro na Europa”.

O artista conta que a divulgação foi toda feita pela internet e redes sociais com vídeos produzidos em aparelho celular. “Em Portugal casa ficou lotada todos os dias, conversei com pessoas vindas da Espanha, que souberam do show pela internet”.

Um dos nomes mais importantes no Carnaval do Recife, Alceu Valença abre o encerramento da folia, no Marco Zero às 0h50. O artista abre o show com “Homem da Meia Noite” e em seguida emenda grandes sucessos como “Bicho Maluco”, “Bom Demais”, entre outros.

Depois do Carnaval no Recife, Alceu Valença apresenta em São Paulo o espetáculo “Valencianas”, com a Orquestra de Ouro Preto, nos dias 21, 22 e 23, no Sesc Vila Mariana.

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Veja o desfile dos bonecos gigantes de Olinda (PE)13 fotos

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4.mar.2014 – Papangu sai nas ruas de Olinda, no dia dos desfiles dos bonecos Geyson Magno/UOL
Fonte: UOL Notícias

REPORTAGEM-BOMBA DE TV AMERICANA REVELA AS NEGOCIATAS INTERNACIONAIS DE LULA …

04/03/2014

terça-feira, março 04, 2014

REPORTAGEM-BOMBA DE TV AMERICANA REVELA AS NEGOCIATAS INTERNACIONAIS DE LULA EM ASSOCIAÇÃO COM OS MEGA EMPRESÁRIOS BRASILEIROS. SOCIALISMO PARA O POVO E MUITO DINHEIRO PARA OS MANDARINS DO PT.

A emissora de televisão America TeVé, de Miami, Estados Unidos, que transmite em espanhol [há transmissão ao vivo aqui no blog na coluna ao lado junto ao cabeçalho do blog] apresentou uma extensa reportagem sobre as articulações de Lula, que estaria nesses últimos dias, em Cuba, onde manteve reuniões fechadas com o ditador  cubano Raúl Castro.

Segundo esta matéria da América TeVé, conforme se pode acompanhar pelo vídeo acima, Lula promove grandes negociatas nas quais estão envolvidos os maiores empresários brasileiros. Com a morte de Hugo Chávez, ocorrida há um ano e com o chavismo assediado pelas revoltas populares na Venezuela, evidenciando um irremediável desgaste do tiranete Nicolás Maduro, ao que parece Lula tenta ocupar o espaço deixado pelo defundo caudilho.

A reportagem inclusive alude ao fato de que Lula e seu filho Lulinha, já estaríam milionários. Trata-se de uma reportagem ampla com a participação de analistas. Portanto, a reportagem é imperdível. Coisa que jamais é passada pelas redes de televisão brasileiras e comprova o que tenho afirmado de forma recorrente aqui no blog.

Os fatos explicam de forma muito clara que o petismo continua no poder porque tem o apoio do núcleo duro da economia brasileira, ou seja, os mega empresários, inclusive do agronegócio. A reportagem cita o senador Blairo Maggi, ex-governador do Mato Grosso, que é considerado um dos políticos mais poderosos do Brasil.

A reportagem mostra cenas de Lula com Maggi acariciando os pés de soja numa das mega plantações da empresa desse político do Mato Grosso. Vale a pena ver.

Fonte: Blog do Aluízio Amorim

A musa apoiada pela “Esquerda Caviar” brasileira

03/03/2014

‘ISSO É LINDO’, UM ARTIGO DE J. R. GUZZO.

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Em boa hora o colega jornalista Augusto Nunes, reproduziu na íntegra em sua coluna o artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja desta semana. Ainda que muitos leitores leiam a prestigiada coluna de Augusto Nunes, considerei este artigo tão, mas tão bom, que resolvi também republicar aqui no blog. Merece ser lido. Além disso, a exemplo de Nunes, o Guzzo tem um texto impecável, preciso e elegante, algo raro na imprensa brasileira destes tempos áridos no que respeita à inteligência e, sobretudo, ao bom caráter.
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Quem ainda não leu deve ler. O título do post é o original do artigo. Leiam:
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A tolerância é sem dúvida uma das mais belas virtudes do ser humano e, também, uma das mais úteis ─ sua aplicação já salvou este mundo de uma infinidade de sofrimento, guerras e toda a coleção de misérias que só o homem tem talento suficiente para inventar. Seu problema, como ocorre com tantas outras virtudes, é que está disponível ao público em duas versões, a legítima e a falsa. A tolerância, quando falsificada, pode passar muito rapidamente de coisa do bem a coisa do mal, ao se transformar em covardia, apatia moral e cumplicidade com o erro. Nesses casos, em vez de agir em favor da paz, apenas serve de estímulo a quem age em favor da guerra.
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Sininho, a musa esquerdista.

Poucas vezes o Brasil teve a oportunidade de viver com tanta clareza esse tipo de situação como nos dias de hoje, quando muita gente capaz dos melhores sentimentos permitiu que uma atitude legítima ─ a de aceitar tumultos de rua em nome do direito de expressão ─ degenerasse na aprovação geral de condutas doentias. Da “compreensão” passaram para a simpatia, da simpatia para o apoio e do apoio para o incentivo aberto a ações descritas como criminosas pelo Código Penal ─ incluindo, ao fim da linha, o homicídio.

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Os responsáveis são os de sempre ─ intelectuais, cidadãos apresentados como pensadores, essa nebulosa chamada “esquerda”, artistas, funcionários da área de telenovelas da Rede Globo etc. Embora a baderna só lhe cause prejuízo, o governo também fica a favor dos “manifestantes”, por oportunismo compulsivo. A imprensa, rádio e televisão, em grande parte, se aliaram à manada: há oito meses, desde que a violência explodiu nas ruas, repetem que a grande culpada por tudo é a “brutalidade policial”, e que os atos de destruição durante as arruaças são “episódios isolados”. Até o recente assassinato de um colega no Rio de Janeiro, o cinegrafista Santiago Andrade, a maioria dos jornalistas tinha o cuidado de chamar os agressores de “ativistas”, “militantes” etc. e nunca daquilo que realmente são.

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O assassinato de Andrade, cometido por dois marginais a serviço da “nossa luta”, desarrumou a cabeça de quem tinha optado pela complacência diante da atividade criminosa praticada nas ruas contra a democracia. O que vão dizer agora? O que já disseram é bem sabido. “O anarquismo é lindo”, opinou o compositor Caetano Veloso. A ministra Luiza Bairros, titular da área de Igualdade Racial da Presidência, falou em “agenda libertadora”. O senador Eduardo Suplicy, do PT, disse que a violência cometida por bandos de delinquentes era “quase romântica” e motivada por “boas intenções”. O que poderia haver de romântico no assassinato de um cinegrafista? A atriz Camila Pitanga, num desses vídeos da internet que anunciam o fim do mundo, não deu sorte: revelou seus temores de que “alguém” viesse a morrer uma hora dessas, mas quem matou foi a turma que ela julgava estar em perigo de vida. Uma colega, no mesmo vídeo, disse que a destruição era justa porque visava a “alvos simbólicos”. Em Brasília, diante de uma tentativa do MST de invadir o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi à rua “negociar” com os chefes desse desatino. Negociar o quê? Se poderiam, por gentileza, fazer o obséquio de não invadir o Supremo? Carvalho deu sua bênção à baderna. “Tem de pressionar mesmo”, disse ele. De que lado o homem está? A OAB do Rio já deixou clara sua opção, ao anunciar a prodigiosa doutrina segundo a qual os “manifestantes” têm todo o direito de levar armas às ruas, para “defender-se da violência” policial.
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O horizonte não parece promissor. Na arruaça de Brasília, houve 42 feridos; trinta eram da polícia. O marginal flagrado atacando um PM com um estilete, em São Paulo, está solto. Na verdade, após oito meses de agressão à ordem, há apenas um preso ─ além dos dois assassinos de Andrade. Mas a simpatia com a “nossa luta” continua de pé, como mostra o tratamento de celebridade dado à “ativista” Elisa Quadros, que frequenta a obscura fronteira entre o crime, a polícia e os arrabaldes de partidos nanicos da extrema esquerda. Ela exerce algum tipo de comando nos “black blocs”; também é chamada de Sininho e tida como “cineasta”, além de exercer as funções de “musa”. A moça, entre outras coisas, sustenta que a culpa pela morte do cinegrafista foi, no fundo, dele mesmo, por não ter usado um capacete de proteção durante o quebra-quebra em que foi assassinado. Essa alucinação, acredite quem quiser, é levada a sério por muita gente ─ a começar pela OAB. Lindo, não?
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Fonte: Blog do Aluízio Amorim
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