VENEZUELA

Juíza presa por Chávez candidata-se a deputada


María Lourdes Afiuni, a juíza, para quem Chávez pediu 30 anos de prisão, por ter concedido um habeas corpus a um preso político, e, por isso, encontra-se encarcerada desde dezembro, resolveu se candidatar como deputada nas próximas eleições, para o Congresso da Venezuela, caso obtenha um mandato, sairá da cadeia para responder o processo em liberdade

Foto: Arquivo

A deputada que Hugo Chávez não quer na Câmara Federal venezuelana

Toinho de Passira
Fontes: El Carabobeno, El Universal, O Globo, Tal Cual Digital, El Universal, The New York Times

Os partidos independentes “La Base Decide” e “Conciencia de País” inscreveram neste sábado no Conselho Nacional Eleitoral a lista de aspirantes por Caracas a Assembleia Nacional. Entre os postulantes figura a juíza María Lourdes Afiuni.

Afiuni foi presa por ordem do presidente Hugo Chávez, logo que o mandatário soube que ela havia concedido um habeas Corpus ao banqueiro Eligio Cedeño.

Chávez ficou apoplético quando soube que o preso libertado legalmente, havia fugido para os Estados Unidos, onde goza de proteção como asilado político.

Desde então, como faziam com o banqueiro, os pedidos para responder o processo em liberdade, requerido pelos advogados da juíza, não são apreciados por juízes, que alegam problemas de saúde ou suspeição para julgar o feito, enquanto os tribunais superiores adiam para adiante suas decisões, quebrando regras e ultrapassando prazos legais para julgar ações de ré preso.

Na cadeia Afiuni não pode ter contato com outras presas pois há ameaças de mortes contra ela, pois muitas das encarceradas, inclusive algumas pertencentes a cartéis de drogas, e que foram condenadas por ela, estão no mesmo presídio e gritam das celas que querem ver o sangue da magistrada correr pelo ralo.

A única coisa que ela obteve foi uma tranca adicional de sua cela, para evitar uma invasão.

A comissão de Direitos Humanos da ONU, vários organismos internacionais ligados a magistratura e ao funcionamento do judiciárioa, notadamente dos Estados Unidos, Canadá e da União Europeias, vem protestando e exigindo, em vão, a libertação da magistrada.

Entre as acusações contra a juíza, a mais grave seria o recebimento de propina para libertar o preso. Depois de vasculhar a vida, e as contas bancárias dela e de parentes, o próprio ministério publico reconheceu, em audiência, que não há sinais, muito menos provas, dela ter sido beneficiada economicamente.

Mesmo assim, ela permanece presa.

“É como se numa audiência de delito de homicídio, o morto entrasse na sala caminhando” – disse o advogado de defesa da Juíza, Juan Garantón.

Assim, em 26 de setembro, dia da eleição, se Hugo Chávez não conseguir impugnar a candidatura, a Juíza María Lourdes Afiuni, obtendo votos suficientes, poderá ficar livre do cárcere, para responder o processo em liberdade, por ter obtido imunidade parlamentar.

Foto: Album de Família

Geraldine Afiuni, 18 anos, filha da juíza María Lourdes Afiuni, denunciou a ONU que sua mãe está presa irregularmente, por uma ordem presidencial, ao arrepio da lei, pedindo uma intervenção internacional para que ela seja posta em liberdade

Leia mais nos posts publicados no “thepassiranews” sobre o caso da juíza María Afiuni

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