ELEIÇÕES 2010

Delegado confirma pedido de dossiê pelo comitê de Dilma

No Congresso, Onézimo Sousa repete que membros da pré-campanha de Dilma lhe pediram para vigiar Serra, a ideia era grampear o tucano e relata ameaça via email. Advogados de acusados ameaçam processá-lo e Dilma tenta tirar o seu da reta

Foto: Wilson Dias/ABr

O deleado Onézimo confirmou que foi procurado por integrantes do comitê de Dilma para produzir um dossiê contra José Serra

Toinho de Passira
Fontes: Folha Online , Portal Terra


O delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa reafirmou ontem diante de uma comissão do Congresso que foi procurado por integrantes da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência para produzir dossiê contra o candidato tucano José Serra.

Ele disse ter se reunido em abril com o jornalista Luiz Lanzetta, então responsável pela área de imprensa da pré-campanha de Dilma, em restaurante de Brasília.

Sousa afirmou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., também presente ao encontro, disse que já tinha “dois tiros fatais” contra Serra. Um deles envolveria informações sobre sua filha, Verônica.

O delegado afirmou que, além de Lanzetta e Ribeiro Jr., participou da reunião o empresário do setor gráfico Benedito de Oliveira Neto, o Bené, que tem vários contratos com o governo federal.

Sousa depôs na Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, a convite da oposição.

Ele disse que apresentou o orçamento de R$ 1,6 milhão em dez meses para monitorar uma das casas usadas pela campanha, no Lago Sul, onde estariam ocorrendo vazamentos de informações.

Ele afirmou que os interlocutores atribuíram o “fogo amigo” a Valdemir Garreta e Rui Falcão, do PT paulista.

Segundo Sousa, em seguida Lanzetta lhe propôs fazer um dossiê contra Serra.

“Eu não aceitei e não voltei mais a falar com essas pessoas.”

Questionado se o levantamento envolvia grampo, respondeu:

“Me disseram que queriam saber tudo sobre o candidato. Como posso saber tudo sobre uma pessoa?”.

O delegado disse ainda que, após o caso vir à tona, recebeu ameaça por e-mail.

Na viagem européia para fugir dos debates e conseguir fotos junto a líderes europeus a ex-ministra Dilma negou ser responsável por dossiês, como negou daquela outra vez em que fazia dossiês contra FHC e Dona Ruth Cardoso.

Foto: Getty Images

Dilma começando a se arretar com os jornalistas na Europa, que só querem saber sobre o dossiê

A reação da candidata resulta no pânico de ter ficado claro que o delegado gravou a reunião com os representantes do seu comitê, é de que a empresa não existia.

Ela argumenta que os três não estavam falando em nome do PT e que o partido “não pode se responsabilizar pelo que faz uma empresa” embora fosse essa empresa que estivesse cuidando da sua campanha, até ser descoberta produzindo dossiês. Só falta ela dizer que nunca ouviu falar de Lanzetta e nem de Bené. Por que tanta repulsa? Afinal, dossiês contra adversários não é um velho jeito bem característico da atuação da candidata Dilma, desde os tempos de Ministra da Casa Civil? Assuma.

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