COPA 2010 – Brasil 3 x 0 Chile

Como era previsto

Nos contra-ataques e na jogada aérea, a seleção brasileira definiu a partida contra o Chile

Foto: Getty Images

Robinho, Kaká e Lúcio comemoram o gol de Luiz Fabiano

TOSTÃO
Fonte: Folha de São Paulo

Antes de a bola rolar, vejo no telão do estádio os jogadores no túnel se preparando para entrar em campo.

O que sente um atleta nesse momento decisivo e importante de sua carreira? Medo, principalmente. Medo de dar errado. Por causa da ansiedade, aumenta a transpiração, o batimento cardíaco, o rosto se contrai, e o jogador vai várias vezes ao banheiro para urinar de medo.

Antes de entrar em campo, como os jogadores dos dois times estão lado a lado, alguns não resistem e olham para os adversários, em uma mistura de curiosidade e apreensão.

É famosa a cena do filme da Copa de 1994, com Roberto Baggio olhando para Romário. Baggio deve ter pensado: “Como joga esse baixinho”.

Gosto de assistir à partida em silêncio. De vez em quando, anoto alguma coisa. No final do jogo, tento explicar o inexplicável. Nenhum texto é suficiente para compreender a partida.

Como na vida, o jogo de futebol tem muitos acasos, mistérios e estranhezas. Além disso, como dizia o filósofo Garrincha, o problema é que nada foi combinado com o adversário.

Tudo o que ocorreu no jogo era o mais esperado. Foi uma repetição das duas vitórias anteriores do Brasil sobre o Chile.

O time chileno foi para o ataque, como era previsto, e o Brasil, como também era previsto, em dois belos lances de contra- -ataque e em uma jogada pelo alto, de escanteio, definiu a partida. O goleiro do Chile tem apenas 1,83 m, e o outro mais alto mede 1,81 m. É uma equipe muito baixa para enfrentar os grandalhões da seleção brasileira.

Nessa partida, o Brasil mostrou suas três grandes virtudes: o contra-ataque, a grande qualidade de seus defensores e a jogada aérea.

Todos atuaram bem, principalmente Lúcio e Juan, dois monstros, como disse Paulo Cobos. Daniel Alves, que tinha jogado mal contra Portugal, mostrou, ao lado de Kaká e Robinho, que tem mais talento do que Elano. Ramires também jogou bem, mas está suspenso no próximo jogo.

Brasil e Holanda farão um jogo igual. Qualquer resultado será normal.
A vantagem do Brasil é ter mais tradição. Isso aumenta a pressão para vencer. É positivo. Se o Brasil perder, será uma tragédia para o torcedor brasileiro. Se a Holanda perder, no máximo, vai diminuir o consumo da cerveja.

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