ELEIÇÕES 2010

Vice de Serra será jovem deputado carioca do DEM

Finalmente os Tucanos e os Democratas chegara a um consenso e escolheram como o vice na chapa de José Serra, o deputado carioca Índio da Costa (DEM-RJ), tendo para tanto sido descartado o senador Alvaro Dias (PR), que anteriormente havia sido anunciado e que resignadamente e até com bom humor, aceitou a substituição colaborando com a pacificação dos Tucanos e Democratas

Foto: Renato Araujo/ABr

O presidente do PSDB e coordenador da campanha Sérgio Guerra, o candidato a vice Indio da Costa e o presidente dos DEM deputado Rodrigo Maia (RJ), na convenção dos Democratas em Brasília

Toinho de Passira

Fontes: Reuters , Portal Terra, Agência Brasil

Intensas reuniões entre as cúpulas do DEM e do PSDB, com a participação de Serra, levaram à escolha de Indio da Costa no mesmo dia da convenção do DEM, realizada em um hotel de Brasília. O evento teve que ser adiado por algumas horas, antes de oficializar o apoio do partido a Serra e ao deputado vice.

“A gente traz um nome novo para o processo, um nome que não estava sendo cogitado, uma pessoa jovem, integrante de uma nova geração de políticos brasileiros”, disse a jornalistas o deputado ACM Neto (DEM-BA) sobre Indio.

O Democratas não aceitou o nome de Alvaro Dias alegando que não foi consultado. O episódio provocou uma crise que aparentou abalar a união das duas legendas.

Serra foi a Brasília e no começo da noite disse não ter ficado sequela no processo e nem admitiu crise na campanha. “Não vamos alavancar novamente. A campanha está alavancada”, afirmou.

Sobre o companheiro de chapa, disse que “ele é alguém que pode trazer uma nova geração… Hoje estamos apresentando aqui uma novidade.”

De seu lado, Aécio Neves, ex-governador mineiro, que participou de reunião para a escolha do substituto de Alvaro Dias, admitiu equívocos por parte do PSDB.

“Houve equívocos. Se eles são insanáveis? Longe disso”, afirmou em Belo Horizonte. A negativa de Aécio em assumir o posto de vice de Serra teria deflagrado a dificuldade de escolha da vice-candidatura tucana.

Foto: Renato Araujo/ABr

Antônio Pedro de Siqueira Indio da Costa entrou para a política por meio do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, um dos caciques do DEM e pai do presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), mas já haviam se distanciado.

Relator do projeto Ficha Limpa, que torna inelegíveis políticos com condenação em órgão colegiado da Justiça, Indio da Costa tem 39 anos, é advogado e foi vereador no Rio pelo antigo PFL, hoje DEM, por três mandatos.

Ele admite só ter conversado com Serra uma única vez durante a estreia do Brasil na Copa contra a Coreia do Norte, neste mês, quando os dois falaram das necessidades do Estado do Rio.

“Vou procurar atingir o eleitorado jovem, agregar na comunicação virtual, o que o Serra já vem fazendo muito bem”, respondeu ele à Reuters quando questionado sobre sua missão nesta campanha. “Posso agregar todo um pessoal que está muito chateado com a política”, afirmou.

ACM Neto disse ainda que o nome surgiu nas últimas horas. “Não tem abalo nenhum, não tem crise nenhuma e acho que agora a gente está com o clima que precisava para construir a vitória de Serra”, completou o deputado baiano.

Também aliado de Serra, Roberto Freire, presidente do PPS, aprovou a escolha. “É uma excelente escolha. É um jovem, mas, apesar de ser jovem, tem uma boa experiência no Executivo e no Legislativo. É um homem sério, foi relator do projeto Ficha Limpa e, mais importante, tem ficha limpa”, disse ele à Reuters.

Freire não admitiu que houve uma crise na chapa. “Tinha havido uma falta de comunicação, mas não uma falta de unidade.”

Já o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, o pivô da crise sobre o candidato a vice na chapa serrista, ao vazar, via Twitter, o nome do senador Alvaro Dias para o posto, jogou mais um pouco de veneno no microblog Twitter: “Foi oportunismo do DEM forçar a vice. Quis lavar a cara no prestígio de Serra”.

Foto: Renato Araujo/ABr

Alvaro Dias, que sempre disse que o lançamento do seu nome, nunca seria obstáculo para o partido buscar um acordo como os Democratas, esteve na convenção e buscou o bom humor. “O DEM é muito mais importante do que eu. O PSDB decidiu assim, e eu assino embaixo”, disse encerrando a questão.

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