A falta de pudor de um Presidente em fim de carreira

ARTIGO:

A falta de pudor de um Presidente em fim de carreira

Por Nilson Borges Filho (*)A maneira desqualificada com que o chefe de facção partidária, Luiz Inácio Lula da Silva, se dirigiu aos catarinenses, demonstra o grau de despudor que uma pessoa pode chegar, quando embriagada pelos seus altos índices de popularidade e por conta de umas doses a mais daquele líquido que não abre mão, desde os tempos de sindicalista. Lula já esteve por baixo, época em que um funcionário dos Correios (sempre eles) foi flagrado embolsando 3 mil reais de propina, em troca de favores nada republicanos.

De um simples ato de corrupção de um delinquente de quinta categoria, acompanhado de uma grave denúncia do deputado Roberto Jefferson, estourou o maior escândalo do governo petista. A bandalheira, que ficou conhecida como “mensalão”, alcançou empresários, dirigentes partidários e parlamentares de diversas siglas, principalmente do consórcio que dava apoio ao lulo-petismo.

O escândalo, enquadrou o todo poderoso Chefe da Casa Civil, deputado José Dirceu, que perdeu o cargo, o mandato e a pose. Citado pelo Ministério Público Federal como “chefe de quadrilha”, mesmo assim continou mandando e desmandando no partido e no governo, pois seus tentáculos por lá ainda permanecem. Lula caiu em desgraça, circulava, à noite, pelos salões do palácio residencial feito zumbi e fazia de tudo e com todos, tentativas de chegar ao fim do seu primeiro mandato.

Como um frangote depenado, acuado pelas graves denúncias de corrupção, colocou em negociação com os partidos opositores a sua própria reeleição. Ofereceu a esses partidos uma proposta para lá de indecorosa, ou seja, desistia da reeleição se não fosse levado adiante o seu impeachment. O PSDB, juntamente com os demais partidos da base oposicionista, acreditando que Lula sangraria até a morte e por conta de outros motivos nada confessáveis, desistiu do impedimento do presidente da República.

Lula deu a volta por cima, reestruturou o seu entorno, construiu um bloco parlamentar fiel aos preceitos do “é dando que se recebe”, manteve os fundamentos da economia, aumentou o bolsa-família e recuperou o seu prestígio junto aos eleitores brasileiros. Esbanjando popularidade, o Lula frango depenado de ontem, surge agora cantado de galo pelo País afora, como se tais índices de aceitação permitissem que pode tudo, desde “extirpar” partidos políticos a “encobrir” bandalhas que circulam um andar acima do seu gabinete.

Para quem costuma frequentar políticos do porte de José Sarney, Renan Calheiros, Collor et caterva, deveria pensar (não sei se seria possível) antes de falar aos catarinenses, que nada lhe devem. E para quem tem um filho que recebe uma grana “da pesada” de uma empresa com interesses públicos, deveria fechar a matraca antes de querer enxovalhar os Bornhausen, que, pelo menos, deram uma parte de suas vidas à causa de Santa Catarina.

(*) Nilson Borges Filho é mestre e doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog

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