ELEIÇÕES 2010 – 2º TURNO

Dillma, a herege hipócrita

Dillma faz campanha no Santuário de Nossa Senhora

Em tempos de eleição, a religiosidade aflora. É quando se descobre que a política está infestada de ateus.

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Por sorte, é muito fácil identificar os heréticos. Estão todos nas coligações adversárias.
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Nesta segunda (11), Dilma Rousseff foi ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida (SP).
Participou da missa das 9h. Percorreu o santuário. Foi ao recanto onde se encontra a imagem da santa padroeira do Brasil.
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Depois, em entrevista, justificou o tom azedo que utilizara na noite da véspera, no debate com o antogonista José Serra.
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“Esperavam o quê? Que eu não defendesse as minhas posições? Que eu não apresentasse as minhas propostas?…”
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“…Que eu não criticasse a visão estratégica dele? Mas o debate é para isso”.
Explicou as razões que a levaram a inquirir Serra sobre a tática do boato:
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“Eu sempre me recusei a baixar o nível do debate. Passei quase três meses sendo acusada da quebra de sigilo fiscal…”
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“…E hoje está claro que quem quebrou o sigilo fiscal foi um esquema mercantilista e corrupto dentro da Fazenda por razões não eleitorais e não políticas…”
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“…Eu passei muito tempo calada sobre essas acusações, o tamanho que tinha tomado essa central organizada de boatos…”

 

“…Eu resolvi tornar isso algo público e compartilhar. Eu não fui na internet e não disse na forma de boato”.
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Durante a missa, Dilma absteve-se de comungar. Por quê? “Eu prefiro ter essa manifestação –até pode ser uma questão minha— mais recatada”.
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Questionada sobre sua devoção religiosa, a candidata abespinhou-se:
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“Acho que ninguém tem o direito de dizer qual é a minha crença, quem pode julgar sobre crenças e religiões é Deus”.
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Insinuou que o câncer a aproximou do Padre Eterno: “Eu tive um processo recente e este processo me fez retomar várias coisas que estavam já dentro de mim…”
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“…Essas questões dizem respeito a mim e eu não autorizo, não legitimo ninguém a julgar minha crença. Acho que isso é o cúmulo do preconceito”.
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Na semana passada, Dilma já havia levado sua candidatura para passear num templo religioso, no Rio.
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Parece ter dificuldade para virar a página que escreve a crônica da sucessão de 2010 com caligrafia beata.
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O diabo é que o histórico da ex-Dilma desautoriza a pose de vítima da candidata.
Em matéria de religiosidade, a pupila de Lula vem se revelando uma ginasta sem futuro.
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Em 2007, durante sabatina na Folha, perguntou-se à então chefe da Casa Civil se acreditava em Deus.
E Dilma: “Eu me equilibro nesta questão. Será que há? Será que não há?”
Em 2009, numa entrevista à revista “Marie Claire”, Dilma declarou que não praticava religião nenhuma.
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Permitiu-se brincar: “Balançou o avião, a gente faz uma rezinha”.
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Em fevererio de 2010, já na pele de pré-candidata, Dilma foi inquirida pela “Época”: Uma religião específica, a senhora não tem?
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Soou peremptória: “Não, mas respeito”.
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Decorridos três meses, em maio, já convertida em candidata, Dilma falou à “IstoÉ”. Perguntou-se se era católica.
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Dilma deu um salto mortal: “Sou, antes de tudo, cristã. Num segundo momento, católica”.
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Nesta segunda-feira, a candidata escora a “conversão” no câncer. Agora, é católica de frequentar a missa. Mas não comunga.
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O melhor que Dilma tem a fazer é dar um triplo mortal carpado em direção a outro tema.
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Primeiro porque a agenda carola não a socorre. Segundo porque o evangelho de uma pessoa que se dispõe a presidir o país deveria ser outro.
Escrito por Josias de Souza
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Postado por EleitordoSerra


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