Eleições 2010 – Erenice e Amaury depõem na PF

ERENICE E AMAURY: PONTOS PRINCIPAIS

Nesta última semana, a ex-ministra Erenice Guerra e Amaury Ribeiro, ex-integrante da campanha de Dilma, prestaram depoimento à Polícia Federal, cada qual por seus motivos. A PetroBlogs e demais variantes da datilografia a governamental, infelizmente, não destacaram alguns pontos importantes de cada depoente:

Erenice Guerra
A ex-ministra e braço-direito de Dilma Rousseff confirmou a reunião com Rubei Quícoli, fato até NEGADO por ela própria (e a blogosfera a soldo). A idéia era desqualificar o consultor por ele já ter sido preso – isso faria com que não prestasse como ‘fonte’ da imprensa (mas, pelo visto, não impediu Erenice de bater um papo com o dito-cujo no prédio da Presidência da República).

Depois desse depoimento, fica COMPROVADO o seguinte: Rubnei estava correto. Erenice, até então, estava mentindo. A Casa Civil, em suas notas OFICIAIS, também mentia.

Houve, de fato, reunião entre Erenice Guerra e o consultor e – AGORA VEM O MAIS IMPORTANTE – ela aconteceu no dia 10/11/2009, quando Dilma ainda era a Ministra. A mesma super-mega-ultra-gestora que pega para si todos os bônus de um governo, não aceita arcar com o ônus de uma pasta da qual era titular – nem dos eventuais malfeitos de seu braço-direito e sucessora no ministério.

Amaury Ribeiro
Em seu último depoimento, Amaury Ribeiro não respondeu à PF QUEM PAGOU SUAS DESPESAS DE VIAGEM QUANDO VEIO A SP NA DATA DAS QUEBRAS DE SIGILO. Pois é: NÃO RESPONDEU. Exerceu a garantia constitucional do direito ao silêncio.

Poderia ter dito? Sim. Poderia ter calado? Preferiu a segunda hipótese. É compreensível: ele não trabalhava mais no jornal outrora acusado (sim, num outro depoimento ele falou que as despesas correram por conta de “O Estado de Minas” – agora, depois de confirmadas as férias, a demissão e vários de seus gastos pagos pela pré-campanha de Dilma, ele preferiu o silêncio obsequioso).

Até então, os petistosféricos tentavam empurrar uma tese confusa, mas (para eles) talvez digerível pela aparente dificuldade de comprovar alguns dados. Deram azar, pois tudo foi desmentido em tempo hábil.

As viagens de Amaury para São Paulo foram realizadas em setembro de 2009, ele estava em férias e era demissionário (não voltaria mais ao batente) – época em que os sigilos foram violados na agência da Receita de Mauá/SP. O jornal, outrora acusado, NÃO pagou pelas despesas. Amaury, agora, não revela quem teria pago.

O jornalista integrava o chamado “grupo de inteligência” de Dilma, tendo participado de reuniões com Luiz Lanzetta, arapongas e afins. Não é só isso que o liga à campanha petista: algumas despesas e até hospedagem ficaram a cargo de empresas pagas pelo PT (Pepper, p.ex.).

Amaury, já suficientemente sufocado pelos dados e sem ter para onde correr, até mesmo diante da constatação de que o “dossiê” corria pelo comitê petista, saiu-se com alegações intrigantes: Ruy Falcão, coordenador de Dilma, não apenas teria ‘roubado’ seus documentos como, ainda por cima, ‘infiltrou’ espiões no comitê petista de Brasília. Foi o como ele conseguiu explicar a existência dos dados no QG dilmista.

De concreto, além do cimento (by Tiririca), temos o que segue: ele NÃO quis dizer à PF quem pagou suas despesas de viagem para SP na época das quebras de sigilo, ele PARTICIPOU da campanha de Dilma e teve despesas pagas por empresas contratadas pelo comitê do PT e, agora, está indiciado pela PF em QUATRO crimes.

Enfim…
Erenice REALMENTE se encontrou com o consultor que a acusou, desementindo assim ela própria e a versão emitida pela Casa Civil. A reunião ocorreu quando Dilma Rousseff era a titular da pasta. A PetroBlogs alegava que o denunciante seria um “escroque” (e daí pra baixo) – o que dizer de uma ministra que se reúne com alguém assim e, mais ainda, nega e depois confirma? Aí tem, né?

Amaury Ribeiro já viu suas versões (e as da petistosfera) serem soterradas pelos fatos umas trinta vezes nos últimos tempos. Chegou ao ponto de ridiculamente calar-se diante de perguntas da PF – algumas ele havia respondido em outras ocasiões, à mesma Polícia Federal, mas agora achou mais razoável ficar pianinho. Ao mesmo tempo, acabando a animadíssima “reunião”, distribui “documentos” para a imprensa e atuais “colegas de empresa” chegam até a veicular.

Mas ele está ligado à campanha de Dilma, seu dossiê foi parar nas mãos de coordenadores (a desculpa foi patética, meu deus!), despesas foram pagas, integrou o “grupo de inteligência” participando de reuniões para lá de heterodoxas e, na chance que tinha para talvez desmentir um pouco disso, preferiu o SILÊNCIO.

Quando algum petista disser que a Polícia Federal faz um bom trabalho, talvez seja importante avisá-lo das vezes em que alguns acusados atrapalham um pouco as coisas, mudando versões nos depoimentos, vergonhosamente mostrando-se mentirosos, ou mesmo quando fazem silêncio inexplicável em perguntas cruciais, que poderiam esclarecer tudo.

transubstanciado por gravata
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