CPMF é factóide governista

 

CPMF é factóide governista

O MARQUETEIRO-MÓR– Atraindo a suspeita de que ressuscita a CPMF para se vingar de não ter obtido o 3º mandato Lula, efetivamente, retira de cena a discussão da formação do novo governo. 

Não se pode subestimar o maquiavélico e marqueteiro Lula da Silva. Quem já disse o que ele disse de figuras como Fernando Collor, José Sarney e Jader Barbalho, só para citar os mais ilustres, e não se constrange em beijar a mão com a mesma sem cerimônia com que crava uma faca nas costas, quando necessário, e exibe a roupa ensangüentada para convencer a multidão de que é limpo, não se pode deixar de concordar que não se trata de um amador. Claro que dói o fato de que com a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras seu sonho de terceiro mandato foi à pique. Claro também que houve uma perda estimada em cerca de R$ 50 bilhões recolhidos anualmente que era usado a seu bel prazer e, no primeiro momento, provocou uma certa raiva no quase ex, porém, mesmo que guarde algum ressentimento ele foi bem curado ao perseguir e derrotar os principais responsáveis pela desfeita. Não é, certamente, para completar uma revanche que Lula puxa o assunto. È mesmo puro diversionismo e a introdução de uma pauta para o próximo governo e, mais ainda, um sinal de que, ao contrário do que pregou, não pretende mesmo se afastar do palco. Lula sinaliza, de fato, que Dilma será o seu terceiro mandato terceirizado!
Lula, mais do que ninguém, sabe fazer o jogo de colocar o bode na sala para depois retirar e mostrar que a vida melhorou. Sabe que todos se levantarão, inclusive os empresários, contra a CPMF, porém, com o fim da campanha eleitoral precisava criar impacto, precisava esconder as botinadas por debaixo da mesa e mostrar que a iniciativa do jogo, o comando ainda é seu. E o fez tanto que não foi Dilma quem colocou a CPMF em pauta, mas, ele “numa conversa com Dilma”. O triunfo nas urnas apagou as marcas internas da campanha, porém, Lula tem planos maiores que só a vitória e o governo de Dilma e a pregação da volta do CPMF é puro diversionismo. É também, depois de ter lido a mensagem de 43 milhões de eleitores insatisfeitos, sua forma de retomar as rédeas do processo e não deixar que se organize uma oposição forte contra o novo governo sua principal e renitente preocupação expressa em formas como a de que agora o governo é de todos os brasileiros e que se deve ter uma “oposição civilizada”. Para Lula a campanha eleitoral é uma atividade permanente. A volta da CPMF da tumba é sua forma de dizer que a campanha eleitoral de 2014 já começou e, como das vezes anteriores, não pretende deixar que a oposição se organize e se torne forte. O que não é muito difícil, diga-se de passagem, com os adesistas e clientelistas que ocupam o cenário político nacional. O imposto do cheque é o que menos importa. O que ele não quer é uma oposição ativa e se organizando para mostrar ao povo que seu governo vive das ilusões da propaganda e do crédito.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: