Sai Gim Argello, o sujo, entra Ideli, a mal lavada

BRASÍLIA – SENADO – ORÇAMENTO
Sai Gim Argello, o sujo, entra Ideli, a mal lavada

Se o senador Gim Argello foi obrigado a renunciar por causa de denuncias de favorecimento a ONGs laranjas, substituí-lo por Ideli Salvatti, é uma redundância: a senadora esteve enrolada em desvios das verbas, até bem maior do que o do senador e já demonstrou, reptidas vezes, ter uma ética por demais flexível, tal qual o colega que substituiu

Fotos: Moreira Mariz – Agência Senado

SEMELHANÇAS? – Entre Gim Argello e Ideli Salvatti há pouquíssimas diferenças.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha Online, ”thepassiranews”, Jornal Floripa, Estadão, Diário Catarinense, IstoÉ, Veja

O senador Gim Argello (PTB-DF) não teve saída e renunciou, ao cargo de relator-geral do orçamento do primeiro ano de governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, e à cadeira na Comissão Mista do Orçamento, a nossa surpresa, porém é que ele foi substituído pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

Investigação feita pelo Estadão, mostrou que, ao menos, R$ 1,4 milhão foi repassado para institutos fantasmas por meio de emendas individuais de Argello no Orçamento.

Logo depois, o dinheiro seguiu para a conta de uma empresa que tem um jardineiro e um mecânico como donos – tudo sem licitação.

Os documentos exibidos na reportagem revelam que essas entidades compram estatutos de associações comunitárias de periferia e viram “institutos” somente para intermediar sem licitação os convênios com o governo.

A substituição definitiva de Argello tornou-se inevitável, pois os parlamentares tanto da base aliada, quando da oposição, negavam-se aprovar o orçamento, depois das denúncias.

Ninguém nunca se preocupou com a vida pregressa desses relatores do orçamento da União, fosse assim Gim Argello, com um suspeito patrimônio de mais de um bilhão, nem sentaria na cadeira da comissão, pois, entre outras, é réu num processo, no Supremo Tribunal Federal, por lavagem de dinheiro, crimes contra o patrimônio, apropriação indébita, ocultação de bens, peculato e corrupção passiva.

Ideli Salvatti, a catarinense, não é assim tão pujante, corruptamente falando, mas já deu suas escorregadelas. A CPI das ONGs, que não conseguiu funcionar, engessada pelo Partido dos Trabalhadores, que usou sua maioria na comissão para não deixar aprovar nenhum requerimento que sugerisse investigação, tentou apurar o caso envolvendo a senadora e as evidencias de fraudes na Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).

A entidade, que recebeu R$ 5,2 milhões entre 2003 e 2007 da União, foi acusada pelo Ministério Público de desviar dinheiro público que deveria ser usado para formar e qualificar mão-de-obra na área rural.

Reportagem publicada pela revista “Veja” ligou os principais envolvidos na fraude à senadora, que reagiu no estilo petista, não negou a ligação, mas afirmou que não sabia nem tinha nada com as irregularidades.

Por sinal a mesma desculpa de Gim Argello.

A atuação de Ideli no Senado, não foi só escândalos, ela é reconhecida também como mal educada, petulante, prepotente e bajuladora.

Dentro desse contexto, excedeu-se ao votar pelo arquivamento das ações contra o senador José Sarney, numa reunião do Conselho de Ética, apesar da exurrada de evidências contrárias e provas saindo pelo “ladrão”.

Seduzida com o tamanho da corrupção de Sarney, protagonizou um cena politicamente pornográfica ao beijar a boca do Maranhense, em pleno senado federal.

Seguindo essa mesma linha porno-romantica, Ideli lançou mão de verbas do senado, para empreender viagens com seu assessor Paulo André Argenta, por lugares paradisíacos na cidade do México, Buenos Aires e Sevilha, simulando um curso de capacitação.Reportado no “thepassiranews” sob o título de Uma corrupção abaixo da linha da cintura.

Portanto a diferença entre Gim Argello e Ideli Salvatti é só uma questão de peso: ela está muito mais gorda.

ODOR PÍSCEO – Derrotada fragorosamente nas últimas eleições, terceiro lugar nas suas pretensões de governar Santa Catarina, Ideli Salvatti foi acomodada na pocilga de Dilma, com Ministra da Pesca. Um prêmio de consolação, abaixo de suas expectativas. Escandalosamente não possui nenhuma aptidão ou vinculo com o cargo que vai exercer, a não ser o odor de pescado apodrecido, que costuma exalar do seu comportamento político.

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