DISCURSO AMBÍGUO DA DILMA NÃO DEIXA DÚVIDAS: GIGANTISMO ESTATAL COM ESBANJAMENTO DO DINHEIRO PÚBLICO CONTINUARÁ.

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A presidente Dilma Rousseff adotou, na cerimônia de posse no Congresso Nacional, um discurso ambíguo sobre as despesas públicas, que bateram recorde no governo Lula. Logo após dizer que trabalhará por uma melhoria da qualidade do gasto governamental, reiterou que o “Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública” e que isso representa “custos elevados para toda a sociedade”. Com esta afirmação, dá margem à interpretação de que não haverá mudança na opção política de o país prosseguir com um estado oneroso a todos os brasileiros – e que implica uma carga tributária de 36,5% do PIB, uma das maiores do mundo.

Logo em seguida, Dilma lançou sinais contrários. Emendou com a declaração de que seu projeto é cavar espaço entre os gastos de custeio – aqueles relativos às próprias engrenagens do estado – para poder ampliar os investimentos públicos em infraestrutura e nos programas sociais. Esta demanda – que reiterou ser ‘indutora do investimento privado’ – vem sendo, há anos, explicitada por empresários e economistas, mas sua efetivação implica necessariamente rever o tamanho do estado e a trajetória dos gastos públicos.

Ainda no campo dos investimentos, a presidente recém-empossada voltou a acentuar a importância de duas grandes bandeiras do governo de seu antecessor e de sua campanha ao Palácio do Planalto: o Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC) e o programa habitacional ‘Minha Casa Minha Vida’. Os investimentos nestes projetos, segundo ela, ficarão sob os cuidados permanentes da Presidência da República.

Inflação e câmbio – Dilma Rousseff afirmou que travará uma luta contra a elevação dos preços na economia ao longo de seu mandato. Ela afirmou ter consciência de que a inflação – que chegou a chamar de ‘praga’ – corrói o tecido econômico e impõe perdas aos mais pobres.

A preocupação com o câmbio também se manifestou no discurso da presidente. “Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos”, afirmou.

Ante a forte apreciação do real sobre o dólar, que prejudica a competitividade dos produtos nacionais no exterior, a presidente prometeu ‘promover a força exportadora’ do parque industrial brasileiro. Para isso, lutará também contra uma eventual onda protecionista no mundo. “Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção”, acrescentou.

Dilma elogiou o agronegócio nacional e disse não ver incompatibilidade entre os grandes exportadores, a quem prometeu apoio, e a agricultura familiar e as micro e pequenas empresas. Estas, segundo a presidente, merecerão políticas tributárias permanentes’. Do site da revista Veja

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