POLÍTICA NACIONAL

PPS pedirá investigação sobre suposto enriquecimento ilícito de ministro Palocci

Rubens (esq.) e Freire cobram origem de dinheiro do ministro Palocci.

O PPS vai pedir abertura de investigações sobre o suposto enriquecimento ilícito do ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. Nos últimos quatro anos, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, ele multiplicou por 20 o seu patrimônio e comprou, sem financiamento, um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de quase um milhão de reais, ambos em bairro nobre de São Paulo. Coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff, Palocci não deu explicações detalhadas sobre a origem dos recursos, que superam em muito seus rendimentos como deputado. O PPS quer saber de onde veio o dinheiro.

A cúpula do PPS se mostrou estarrecida com a denúncia publicada pela Folha de São Paulo sobre o aumento de patrimônio do chefe da Casa Civil. O líder da bancada na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), já avisou que vai acionar a assessoria jurídica do PPS. O parlamentar quer que o assunto seja apurado pelo Conselho de Ética da Casa, já que Palocci era deputado no período em que houve o suposto enriquecimento. Bueno também não descarta apresentar uma denúncia na Procuradoria Geral da República (PGR) e na Comissão de Ética Pública da Presidência da República.


A denúncia é grave e aponta para enriquecimento ilícito. Palocci precisa explicar a origem desse dinheiro. Queremos a verdade de toda essa história. Cada dia que passa esse tipo de conduta se cristaliza na gestão pestista, afirmou Rubens Bueno.

Apesar de ver como uma possibilidade, Bueno levantou dúvidas sobre a lisura de uma investigação da Comissão de Ética do Planalto. Ele citou o caso Erenice e lembrou que nada, ou quase nada, foi feito pela comissão. Se a tendência for a mesma com Palocci, não vale a pena pedir uma investigação para eles, disse o deputado.

Freire cobra ação da Receita Federal

Para o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, o caso demonstra a fantástica capacidade de empreendimento do PT”. Ele acredita que o caso deveria ser monitorado pela Receita Federal, que é responsável por esse tipo de controle. Freire estranha ainda o fato do órgão não conseguir identificar a evolução patrimonial de certos indivíduos.

Dinheiro não nasce no chão. Muito me estranha esses enriquecimentos tão rápidos. O PT é pródigo em fenômenos de negócios. A receita deveria investigar mais esses casos em vez de investigar as vidas das pessoas, fraudar declarações e, principalmente, não permitir o que ocorreu nas eleições passadas (quebras milegias de sigilo de pessoas ligados ao PSDB). Estranho ela não conseguir identificar riquezas sem justificativa de origem, concluiu o parlamentar.

Sigilo

Pivô do escândalo da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que teve sua vida devassada ilegalmente após denunciar um esquema de lobby comandado por Palocci em Brasília, o ministro agora não dá detalhes sobre a fonte de multiplicação de seu patrimônio. Com agente público, por lei Palocci é obrigado a apresentar anualmente aos órgãos de controle do governo sua declaração de imposto de renda. A medida visa justamente impedir que, investidos de cargos públicos, autoridades pratiquem tráfico de influência para enriquecer.

O PPS vai pedir abertura de investigações sobre o suposto enriquecimento ilícito do ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. Nos últimos quatro anos, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, ele multiplicou por 20 o seu patrimônio e comprou, sem financiamento, um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de quase um milhão de reais, ambos em bairro nobre de São Paulo. Coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff, Palocci não deu explicações detalhadas sobre a origem dos recursos, que superam em muito seus rendimentos como deputado. O PPS quer saber de onde veio o dinheiro.

A cúpula do PPS se mostrou estarrecida com a denúncia publicada pela Folha de São Paulo sobre o aumento de patrimônio do chefe da Casa Civil. O líder da bancada na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), já avisou que vai acionar a assessoria jurídica do PPS. O parlamentar quer que o assunto seja apurado pelo Conselho de Ética da Casa, já que Palocci era deputado no período em que houve o suposto enriquecimento. Bueno também não descarta apresentar uma denúncia na Procuradoria Geral da República (PGR) e na Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

A denúncia é grave e aponta para enriquecimento ilícito. Palocci precisa explicar a origem desse dinheiro. Queremos a verdade de toda essa história. Cada dia que passa esse tipo de conduta se cristaliza na gestão pestista, afirmou Rubens Bueno.

Apesar de ver como uma possibilidade, Bueno levantou dúvidas sobre a lisura de uma investigação da Comissão de Ética do Planalto. Ele citou o caso Erenice e lembrou que nada, ou quase nada, foi feito pela comissão. Se a tendência for a mesma com Palocci, não vale a pena pedir uma investigação para eles, disse o deputado.

Autor: Roberto Emerich

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