Para ‘fazer o diabo’ na campanha, Dilma explora até o cadáver de João Goulart

15 de novembro de 2013
Dilma traz cadáver de Jango para sua campanha

A presidente Dilma bem que avisou: “Na campanha eleitoral sou capaz de fazer o diabo”. Mesmo fora de tempo, ela está confirmando isso, pois aparece em tudo que é lugar, sendo capaz de ‘inaugurar’ início de obra, instalar bicas de água e talvez até prestigie aniversário de boneca, se enxergar alguma forma de movimentar a mídia para aparecer principalmente nas telas das TVs, muitas delas adquiridas graças às facilidades de crédito hoje existentes no mercado a partir da exoneração de algum tipo de imposto. Tudo em prol de sua possível reeleição e de seus aliados nos estados. Mas agora Dilma está se superando. Ela partiu para o macabro. A título de investigar se a morte do ex-presidente João Goulart ocorrida há 40 anos foi ou não por envenenamento. Ao invés de tomar tal providência por meio de órgãos competentes para tal missão, o evento. cheio de pompa e circunstância, ficou por conta da ministra do Direitos Humanos, Maria do Rosário, virtual candidata a senadora pelo Rio Grande do Sul. O corpo, ou o que dele ainda resta, foi recepcionado ontem em Brasília pela presidente Dilma Rousseff e pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello e José Sarney, sendo que Fernando Henrique Cardoso não compareceu porque se recupera de uma diverticulite;

Numa entrevista num palanque armado em praça pública em São Borja, a ministra candidata declarou afirmou que a exumação do corpo do ex-presidente João Goulart não tem motivações políticas ou revanchistas. Os restos mortais de Jango, morto no exílio em 1976, serão recolhidos do túmulo da família na manhã desta quarta-feira em São Borja e passarão por análise para investigar as causas da morte do presidente deposto no golpe militar de 1964. “A motivação que temos é puramente humanitária. A pedido da família, vamos resgatar as circunstâncias da morte do presidente João Goulart. A partir de agora, o comando do procedimento estará nas mãos de técnicos. O governo brasileiro não tem como interferir”, disse ela. Em Brasília, Jango teve o direito de voltar ao Palácio do Planalto e receber honras de chefe de estado, com execução do Hino Nacional e salva de tiros de canhão;
 
Dá para se desconfiar que o resultado da perícia certamente vai indicar algum resultado que determine o pagamento de alguma pensão à ex-primeira dama viúva, Maria Tereza Goulart, segundo já se especula junto à Comissão da Verdade. que tem se esmerado em investigar apenas um dos lados envolvidos na repressão aos adversários do regime militar. Mas o pior de tudo fica por conta da exploração eleitoreira de algo que poderá ser sério, caso se comprove realmente que a morte do ex-presidente Jango foi fruto de algum processo de eliminação dele pelos riscos que haveria para a permanência dos militares no poder. Somente pelo risco de haver eleições em 1965 e por ser um dos favoritos, o ex-presidente Juscelino Kubitschek e então senador teve seu mandato cassado, e até  Carlos Lacerda, um dos líderes civis do movimento militar e também um dos favoritos em 1965 acabou também sendo cassado e exulado do exterior. Em vista disso tudo, melhor seria que Dilma Rousseff fosse menos cara-de-pau.
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