Rejeição ampla, geral e irrestrita

terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Pesquisas não dizem que há no Rio a maior unanimidade do país: o “fora Cabral” não tem volta

Toda pesquisa política é a mesma coisa. Tem um custo que não é pago só por curiosidade. Essas encomendadas aos grandes aferidores têm a grana das confederações empresariais, que nadam em dinheiro graças ao mais acintoso dos produtos da corrupção, o chamado Sistema “S”, que extrai 1%  dos salários de todos os trabalhadores para o gasto abundante, sem maiores controles e sem freios de uma antiga casta de pelegos patronais.

A manipulação de uma pesquisa está nas perguntas e no cruzamento das respostas. Qualquer um brasileiro lembra o quanto tais “consultas” serviram para catapultar os filhos pródigos dessa laia que transformou a democracia numa grande ficção.
 Cabral dança com Cavendish
Num país sério, essa farra em Paris com um
empreiteiro corruptor já daria em cassação
Mas agora estamos diante de uma inovação nesses expedientes. É a tentativa de livrar a cara de quem conquistou a unanimidade da repugnância. Isto é: dizer que ainda existem 20% dos fluminenses que consideram o governo do peralta Sérgio Cabral ótimo e bom é uma cusparada no rosto da gente. Isso indicaria que 1 em cada 5 fluminenses aprova esse governo que mais descaradamente se envolveu com o que há de pior na usina de corrupção local.
 
Também não é verdade que somente 38% consideram esse governo como ruim ou péssimo. Ninguém, absolutamente ninguém, a não ser quem está tirando proveito desses desatinos, aguenta mais isso aí. Se você quiser, saia perguntando pelas ruas em qualquer lugar.
A imagem mais nítida que o povo tem de Cabral é daquele bacanal gastronômico em Paris, na companhia do maior empreiteiro do Estado, Fernando Cavendish, cuja empresa Delta deitou e rolou em todas as tetas públicas até o dia em que se soube dos seus vínculos com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Isso sem falar no seu concubinato com o outrora manda-chuva Eike Batista.  

 Eike e Cabral na inaguração do navio Pink fleet
Com Eike, uma parceria de cabo a rabo
Sérgio Cabral virou palavrão e seu nome não pode ser pronunciado perto de crianças. É o típico meliante que se preso seria linchado pelos próprios bandidos. A única coisa que o mantém à luz do dia é seu enorme poder de sedução, o que não é de surpreender: ainda está à frente da maior máquina pública fora do eixo São Paulo – Minas, dominado pela turma da pesada tucana.
Não há pior companhia hoje do que esse carreirista, eleito pela primeira vez pela máquina do Garotinho, a quem virou as costas antes mesmo de assumir, sabe Deus por que razão. Virou e ainda se apropriou do inexpressivo Pezão, feito seu vice por ser de “absoluta confiança” do ex-governador a quem deu uma banana ainda maior.
Com além de tudo é cara de pau e não é bobo, Cabral já admite ser candidato a senador só para assustar o aliado Dorneles, que estaria pensando em outras aproximações para garantir a reeleição.
O mais grave: como tem o controle da máquina por mais 12 longos meses, assusta Dilma, constrange os amiguinhos do PT e deixa outros coligados de saia justa, por que estes estão mais de olho nos empregos dos apaniguados do que nos compromissos de suas legendas, algumas que até já foram legendárias.

Isso tudo é muito deprimente, mas também é explosivo. Não há a menor condição de reabilitação dessas figuras deletérias e seus dias estão contados. Vão sair de cena com a imagem suja dos pés à cabeça. A dúvida é saber quantos vão juntos para o seu balaio, quantos mais forem será melhor, talvez, quem sabe, há males que vêm para o bem.

Postado por Pedro Porfírio

 

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