Revolução é a saída

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

“Só tiraremos os ladrões com uma revolução”, afirma doutor pela Universidade de Harvard

Imagem: Reprodução/Sciesp
Marcos Cintra, doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA) e vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, publicou um artigo comentando o problema das condições de eliminação da corrupção no país. Leia abaixo:
Revolução é a saída
Corrupção e enriquecimento ilícito tornaram-se fatos corriqueiros e tolerados pela população. Crimes como o mensalão, por exemplo, que se tornou o maior ícone da ação de quadrilheiros roubando em benefício próprio, derrubariam governos e fariam revoluções em países ciosos de seus direitos.
Sempre existiu ladrão na administração pública, aqui e no resto do mundo. É da natureza humana. Mas no Brasil é mais do que isso. Criou-se uma organização criminosa, uma estrutura político-social organizada, incrustada no poder, agindo de maneira sistêmica e orgânica, comprando votos e consciências, e violentando o funcionamento das instituições.
Tudo isso afasta da política os homens bem intencionados, criando uma reserva de mercado e um vasto campo de atuação para os setores podres da sociedade que fazem da política e da atividade pública uma profissão, tendo como única meta atingir seus objetivos pessoais. A política deixa de ser uma contribuição que os cidadãos devem sentir-se moralmente obrigados a oferecerem aos demais concidadãos, e passa a ser um meio de vida. Homens públicos abandonam suas atividades profissionais, e passam a depender da política para garantirem sua sobrevivência. Pessoas nessas circunstâncias tornam-se capazes de tudo e de qualquer coisa para sobreviverem. Ao invés de profissionalizar a administração pública, como fazem os países avançados, profissionaliza-se a política, que passa a substituir o burocrata de carreira (no bom sentido) na gestão do Estado.
Quando as elites se locupletam, o povo sente-se legitimado para fazer o mesmo.
Os meios de comunicação glorificam desvios de conduta éticos e morais. Novelas principalmente, escoradas no princípio inquestionável da liberdade de opinião e estimuladas pela desbragada luta por audiência, desafiam a consciência dos cidadãos que ainda possuem algumas referências para discernir o certo do errado. A apologia da malandragem, da ganância, da luxúria e de outros vícios corrói instituições e valores tradicionais como a família e a convivência pacífica e civilizada entre pessoas.
A acintosa ostentação dos ricos é ofensiva e aguça a violência. A indústria do medo prospera de forma assombrosa. A propriedade privada passou a ser um direito relativo com a inatividade do governo frente às invasões de terras e de imóveis urbanos. A depredação de bens não é mais punida, desde que seja protegida sob o manto dos “movimentos sociais”. O poder público se omite e tenta acomodar a situação. O Brasil beira a afronta institucional.
E enquanto tudo isso ocorre, a chamada “sociedade civil organizada” apenas esboça reação com inúteis mobilizações midiáticas que em geral posicionam-se contra, corretamente, muitos aspectos de nossa vida institucional, mas mostram-se incapazes de serem a favor de algo capaz de avançar na busca de soluções efetivas. Mobilizam, sem propor. Deixam a impressão de terem apenas objetivos políticos eleitorais.
Só uma revolução salva o Brasil. Revolução de ideias, e disposição para mudar.
Folha Política com 247

Uma resposta to “Revolução é a saída”

  1. Julio Erthal Says:

    Caros  colegas fabainos, servi  de 1978 á  1982, fui da 2ª turma do CFC/RJ-Galeão e Esquadrão de Policia (PA)- Manguinhos  servi  no HFAG/RJ, em 1982 fui promovido à Cabo no  mesmo boletin  fui excluido sem nenhuma  explicação e muitos menos me orientaram que eu deveria  procura  os meus  direitos no periodo de (05) cinco anos, fiz um  processo gastei  um bom dinheiro  com  advogado , nada consegui .Graça à Deus  tenho meu emprego  garantido ganhando mais de que um oficial da FAB, só assim fiz este processo  para acabar  com a palhaçada  que estão fazendo com  os nobres  colegas  que muito já  se foram  e ainda dando  esperança  de  galgar  alguma coisa. Segue abaixo o numero do processo  para acabar  com esta esperança , nunca irão  fazer  nada  a favor  da gente, principalmente os pós 64. ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PROCURADORIA REGIONAL DA UNIÃO – 2ª REGIÃO   1 EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA 03ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.       Processo nº: 0042218-54.2012.4.02.5101 Número antigo: 2012.51.01.042218-3 Autor: JULIO JOSE ERTHAL Réu: UNIÃO     A UNIÃO, nos autos do processo em epígrafe, vem à presença de V.Exa., tendo em vista o Recurso de Apelação interposto, tempestivamente, apresentar CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO, pelos fundamentos de fato e de direito consubstanciados nas inclusas razões.   Nestes termos, pede deferimento. Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2013.   Adriana Carvalho de Moura Advogada da União         110 Protocolada por Adriana Carvalho de Moura em 09/12/2013 23:05 Documento: (0042218-54.2012.4.02.5101) 0042218-54.2012.4.02.5101. ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PROCURADORIA REGIONAL DA UNIÃO – 2ª REGIÃO   2   Processo nº: 0042218-54.2012.4.02.5101 Número antigo: 2012.51.01.042218-3 Apelante: JULIO JOSE ERTHAL Apelado: UNIÃO     CONTRARRAZÕES   EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO   COLENDA TURMA,   Cuida-se de ação de rito ordinário, objetivando o Autor, ex-militar temporário da Aeronáutica, licenciado, em conformidade com a Portaria nº 1.104- GM3, de 12.10.1964, do então Ministro da Aeronáutica, o recebimento de prestação mensal igual ao soldo de um Subtenente, na reserva remunerada, nos termos da Lei nº 10.559/2002 e indenização por dano moral.   A r. sentença de fls. 80/83; 89/90 julgou improcedente o pedido.   Não há como ser provido o Apelo.   De início, convém ressaltar que a pretensão autoral encontra-se fulminada pelo instituto da prescrição quinquenal, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910/32 que dispõe:   Art. 1º. – As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a 111 Protocolada por Adriana Carvalho de Moura em 09/12/2013 23:05 Documento: (0042218-54.2012.4.02.5101) 0042218-54.2012.4.02.5101. ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PROCURADORIA REGIONAL DA UNIÃO – 2ª REGIÃO   3 Fazenda Nacional, Estadual ou Municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados do ato ou fato do qual se originaram.   A prescrição pressupõe um direito que, embora nascido e efetivo, em sendo violado não foi exigido no tempo oportuno por meio da ação judicial cabível, deixando o direito fulminado pela prescrição de ser exigível.   Com efeito, a prescrição contra a UNIÃO se opera em 5 anos a partir da data do ato ou fato que deu origem ao direito de ação, sendo certo que, conforme amplamente reconhecido pela vasta jurisprudência de nossos Tribunais, uma vez consumada a prescrição, esta atinge o próprio fundo do direito e não apenas as prestações a ele relacionadas.   Assim, convém ressaltar que a demanda somente foi ajuizada em 2012, após mais de 05 (cinco) anos do advento da Lei nº 10.559/2002.

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